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Saltos de audiência, assim como eventuais picos de leitura, fazem parte da história deste site desde aquele dia 12 de fevereiro de 2004 em que a marca Congresso em Foco foi ao ar pela primeira vez.

O barulho começou logo no primeiro dia de vida, com reportagem de Vasconcelo Quadros que trouxe a público a íntegra de um depoimento, até então mantido sob rigoroso sigilo, do ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos. Preso, o ex-magistrado resolveu jogar farofa no ventilador, tentando incriminar várias autoridades federais. Na essência, esclarecia o repórter, suas acusações eram sem provas e mereciam ser vistas com desconfiança. Mas repercutiram muito por revelar a guerra nos bastidores do Judiciário e da Polícia Federal. Parêntesis: inúmeras reformulações e migrações do site deixaram com erros de datação e formatação parte desse material, que será inteiramente restaurado e colocado à sua disposição.

Desde então reportagens de fôlego, muitas vezes antecedidas por semanas ou até meses de investigação jornalística, levaram este Congresso em Foco – e isto talvez pareça imodéstia, mas é só história com H de hotel – a inaugurar linhas novas de cobertura política. Primeiro veículo brasileiro a publicar registros criminais de parlamentares, deu o pontapé inicial do que se transformaria na famosa questão da “ficha limpa”/”ficha suja”. Também obteve reconhecimento e diversos prêmios ao revelar a farra das passagens aéreas no Congresso; monitorar individualmente os votos, gastos e atos dos deputados e senadores (em breve, novidades nessa área); lançar luz sobre os supersalários do serviço público; e investir cada vez mais em tecnologia e em pesquisas e ciência.

Nem isso nem a credibilidade internacional alcançada, sobretudo em aprovação ao caminho independente perseguido durante o impeachment de Dilma, se igualam ao carinho, à solidariedade e às palavras de incentivo que temos recebido desde que decidimos entrar em auto-quarentena e dar garantia de emprego de seis meses a toda equipe.

Esse apoio e a dedicação de um time relativamente pequeno, mas extremamente empenhado em dar o melhor de si, levaram ao resultado que aqui publicamos. Desde 12 de março, data em que adotamos o regime de home office, acumulamos 5,3 milhões de visitas e 6,5 milhões de visualizações de páginas, feitas por 4,2 milhões de usuários únicos.

Tomados isoladamente, esses números dizem pouco. São imensos para um veículo segmentado, mas café pequeno quando comparados à audiência dos grandes portais da internet e de centenas de sites “de massa”. O mais expressivo é o pulo que tais algarismos traduzem.

Foi um crescimento, respectivamente, de 314% (visitas ou “sessões”), 310% (page views) e de 341% (pessoas ou “usuários únicos”), comparado com igual período do ano passado.

Várias coisas explicam esse salto. Duas merecem menção imediata. Uma é que os nossos passos editoriais têm contado com a retaguarda de uma “sala de situação”, integrada por colunistas e colaboradores eventuais do site, assim como por especialistas de várias áreas, jornalistas (inclusive de outros veículos) e muitos servidores públicos. Esse trabalho voluntário de dezenas de amigas e amigos, espalhados por diversas partes do Brasil, nos dá uma visão profunda e sempre atualizada da pandemia de covid-19 e dos seus entraves políticos, que em grande parte podem ser resumidos no nome de alguém conhecido como Jair Bolsonaro.

A outra explicação é o modelo escolhido para apurar e relatar os fatos. Conforme prescrevem os melhores protocolos para cobertura jornalística de pandemia, assumimos uma linha de, sempre que possível, colaboração com as autoridades de saúde. O pressuposto é que, numa situação como a que o mundo hoje enfrenta, cooperar é sempre mais indicado se puder contribuir para salvar vidas.

Daí termos resistido a divulgar projeções epidemiológicas, daí a cautela com que refinamos e publicamos informações sensíveis e também daí a profusão de matérias exclusivas, os chamados “furos”. Na cobertura do Congresso Nacional, mas também no monitoramento das ações no âmbito do Judiciário, do Ministério Público e do Executivo, foram publicadas antes neste site inúmeros lances importantes relacionados com o explosivo cruzamento entre as crises sanitária, política e de gestão.

Identificamos em nosso perfil no Twitter, rede social conhecida por concentrar as atenções de formadores de opinião e de tomadores de decisões, a trincheira ideal para dar o tom da cobertura e do nosso posicionamento editorial. Orientando, alertando, questionando, mas também partindo para o pau quando nada disso adianta.

Há uma terceira coisa que pra gente é bem importante. Uma lhaza apso bem velhinha, chamada Dotty, é a mascote que nos ilumina e nos tira do rosto um fio de esperança quando tudo soa triste e desalentador. Mantida sob isolamento na casa de um dos membros da equipe, ela completará 18 anos de idade em agosto. Trabalhamos muito para que você, ela e todos nós cheguemos lá vivos e saudáveis. Força, Dotty!

 

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