Ascema processa presidente da Embratur por calúnia contra servidores do ICMBio

A Associação dos Servidores Ambientais Federais, ASCEMA Nacional, entrou com uma ação civil pública contra Gilson Neto, presidente do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), por supostas declarações caluniosas feitas em um evento internacional, em agosto deste ano, à respeito de servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em Fernando de Noronha. A associação pede indenização de R$ 9 mil por danos morais e coletivos.

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Na ação civil, a ASCEMA anexou imagens e trechos de um evento internacional promovido pela Embratur nos Estados Unidos, no último dia 25 de agosto, em que Gilson Neto comenta que servidores do ICMBio estariam levantando empecilhos ambientais ao turismo. Pouco antes de nominar o ICMBio, o Presidente disse ainda que na ilha existe “gente complicada, complexada e difícil de mexer.”

As falas foram ditas quando o presidente da Embratur se manifestou sobre temas relacionados a energia eólica no arquipélago, aos voos noturnos em Fernando de Noronha e à  captação de água do mar para a dessalinização.

De acordo com a ação protocolada, cerca de 300 pessoas estavam presentes na plateia enquanto o presidente fazia os comentários e o vídeo foi publicado no Twitter.

Na nota divulgada, a ASCEMA considera as falas de Gilson Neto "desrespeitosas", "inverídicas", e "de viés extremamente jocoso e do pobre conhecimento ambiental do Presidente da EMBRATUR" foram humilhantes e ofensivas contra os servidores do ICMBio em Fernando de Noronha . E, informa, que se a ação for acatada, a indenização será revertida integralmente para instituições de ensino do arquipélago e ao programa de voluntariado do ICMBio na ilha.

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