WhatsApp limita envio de mensagens para combater fake news sobre coronavírus

O WhatsApp limitou, nesta terça-feira (07), a função de reencaminhar mensagens recebidas pelo aplicativo. Agora, os usuários só podem redistribuir mensagens a uma conversa por vez. A medida foi tomada, segundo declaração da empresa, para restringir a desinformação em tempos de pandemia

“Observamos um aumento significativo na quantidade de encaminhamentos que os usuários disseram que podem contribuir para a disseminação de informações erradas. Acreditamos que é importante diminuir a propagação dessas mensagens para manter o WhatsApp um lugar para conversas pessoais”, diz a declaração da companhia. 

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A medida ajuda a combater o que a própria Organização Mundial de Saúde chamou de “infodemia”, que é propagação massiva de informações falsas a respeito da pandemia. 

No Brasil, a disseminação de fake news a respeito da pandemia é um problema ainda mais grave porque conta com uma rede preparada para isso, com o apoio do presidente Jair Bolsonaro e aliados. Tentando fazer vingar sua narrativa de que o coronavírus é uma “gripezinha”, Bolsonaro e seus seguidores têm distribuído diversas informações falsas sobre a doença. A desinformação acontece à luz do dia - como foi feito em pronunciamento em cadeia de rádio e TV e em mensagens de Twitter e Facebook que depois foram apagadas pelas próprias plataformas - e também na privacidade dos grupos e chats de WhatsApp. 

Outra medida que as empresas de tecnologia  têm adotado para proteger as pessoas da desinformação é apoiar a comunicação dos órgãos oficiais.

“Estamos trabalhando diretamente com ONGs e governos, incluindo a Organização Mundial da Saúde e mais de 20 ministérios nacionais da saúde, para ajudar a conectar as pessoas com informações precisas. Juntas, essas autoridades confiáveis ​​enviaram centenas de milhões de mensagens diretamente para as pessoas que solicitam informações e conselhos”, diz a declaração do WhatsApp.

Enquanto o Ministério da Saúde tem defendido a obediência a protocolos internacionais de Saúde, Jair Bolsonaro insiste em um postura negacionista diante da pandemia. Nisso, o presidente alinha o Brasil a um grupo restrito e isolado de países, como a Bielorrússia, onde o presidente indica 50 ml de vodka por dia e sauna para evitar o covid-19, e o Turcomenistão, onde o ditador Gurbanguly Berdymukhamedov baniu o uso da palavra coronavírus. 

Mesmo Donald Trump, inspiração de Bolsonaro, que por muito tempo insistiu na negação da Pandemia, já mudou o discurso e adotou medidas restritivas contra a propagação do vírus. 

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