Trabalhadores terceirizados lideram grupo de infectados na Copa América

A maioria dos resultados positivos para a covid-19 detectados pela Conmebol e pelo Ministério da Saúde durante a realização da Copa América são de trabalhadores, membros de delegações e pessoal terceirizado. Foram realizados 15.235 testes no total. Os dados são da própria Confederação Sul-Americana de Futebol, organizadora do torneio, que divulgou nota nesta segunda (21).

Ao todo, 140 testes tiveram resultado positivo para a doença, o que consiste em 0,9% dos testes aplicados. Na nota, a Conmebol comemorou o percentual, considerado baixo por eles. Além de exigir vacinação de todos o contingente, de acordo com a organização, todas as pessoas envolvidas no concurso foram submetidas ao procedimento de testagem PT-PCR, que permitem a detecção do vírus nos primeiros dias da doença.

A competição, que teve início no dia 11 de junho, gerou uma repercussão negativa após ser anunciada a realização no Brasil, país que amarga mais de 500 mil mortos pela covid. Anteriormente o grupo havia procurado a Argentina e a Colômbia, mas ambos os países recusaram ser sede devido ao alto número de casos de covid-19.

Dados coletados pelo Congresso em Foco mostram que nenhuma das capitais escolhidas para abrigar o torneio - Cuiabá, Goiânia, Brasília e Rio de Janeiro - possuiam sequer 15% dos habitantes imunizados com as duas doses. Os estados que elas integram também não chegavam a esse percentual de vacinação.

Em seu depoimento à CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Quiroga, esquivou-se de criticar o torneio e disse que a  função dele não foi de "dar aval ou não para que aconteça a Copa". Ele respondeu ainda que o presidente Bolsonaro pediu que ele apenas avaliasse os protocolos sanitários da Conmebol e da Confederação Brasileira de Futebol.

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