Amoêdo defende vacina obrigatória para covid e é atacado por bolsonaristas

João Amoêdo, fundador e ex-presidente do partido Novo, defendeu neste domingo (18) que a vacinação contra a covid-19 seja obrigatória. De acordo com ele, aqueles que não se vacinarem devem ficar isolados do resto da sociedade.

Um dia antes, o deputado federal Paulo Ganime (RJ), líder do Novo, se manifestou contra a obrigação da vacina.

A opinião de João Amoêdo provocou fortes reações negativas de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Entre os que se manifestaram estavam as deputadas federais Alê Silva (PSL-MG), Major Fabiana (PSL-RJ) e o deputado estadual Gil Diniz (Sem partido-SP).

Na sexta-feira (16), Jair Bolsonaro reafirmou  que a vacina não será obrigatória. O presidente disse que os governos estaduais poderão, com anuência prévia do Ministério da Saúde, propor medidas legislativas visando o cumprimento das vacinações, mas que o governo federal não vê a necessidade de determinar vacinação compulsória e que não recomendará a ação por gestores locais.

Na semana passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que a vacinação com a CoronaVac será obrigatória no Estado, exceto para aqueles que tenham restrição avalizada por um médico.

A terceira fase de testes da CoronaVac será concluída neste fim de semana. Doria disse que pretende se reunir nesta semana com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde para apresentar os dados sobre a vacina e tentar disponibilizar doses para todos os brasileiros.

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