Rede social que abriga extremistas é suspensa por empresas de tecnologia

Google, Apple e Amazon suspenderam a hospedagem e as lojas virtuais da rede social Parler. O microblog oferece um serviço parecido com o do Twitter, mas sem a mesma moderação.

O Parler é amplamente utilizado por apoiadores extremistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Brasil, seguidores bolsonaristas, deputados da base aliada de Jair Bolsonaro e o próprio presidente e seus filhos são usuários da rede social.

As empresas de tecnologia alegam que o Parler não tomou medidas para evitar a disseminação de publicações incitando a violência após a invasão ao Congresso dos Estados Unidos na semana passada.

"Suspendemos a Parler na App Store até que eles resolvam esses problemas", disse a Apple em um comunicado. A companhia deu 24 horas para que a rede social apresente um plano detalhado de moderação de conteúdo.

O presidente-executivo da Parler, John Matze, disse que a fabricante do iPhone estava banindo o serviço até que desistisse da liberdade de expressão e instituísse "políticas amplas e invasivas como Twitter e Facebook".

De acordo com o BuzzFeed News, a Amazon suspendeu o Parler por violar os termos de serviço ao não lidar de forma eficaz com o aumento constante de conteúdo violento no serviço de rede social. Na sexta-feira (8), o Google havia dito que o Parler tem de demonstrar moderação de conteúdo "robusta" se quiser voltar ao menu de downloads.

No fim da semana passada o Twitter baniu a conta de Donald Trump por conta da invasão ao Congresso por seus apoiadores. Facebook também bloqueou a conta do chefe do Executivo ao menos até a posse de Joe Biden.

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