Bolsonaro não comenta invasão do Capitólio, mas diz que eleição teve fraude

Um vídeo de Jair Bolsonaro conversando com apoiadores foi divulgado nas redes sociais na noite desta quarta-feira (6). Na publicação o presidente é questionado sobre a situação "muito tensa" da invasão do Capitólio.

> Oposição teme que bolsonaristas copiem tentativa de golpe pró-Trump

"Eu acompanhei tudo hoje. Você sabe que sou ligado ao Trump. Então, você sabe qual a minha resposta aqui. Agora, muita denúncia de fraude, muita denúncia de fraude. Eu falei isso um tempo atrás e a imprensa falou: 'sem provas, presidente Bolsonaro falou que foi fraudada as eleições americanas'", disse.

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) esteve ontem na Casa Branca a convite da filha de Donald Trump. Hoje, no entanto, o deputado não se manifestou sobre o ocorrido.

Outros bolsonaristas como a deputada Bia Kicis (PSL-DF) adotaram o mesmo discurso de Jair Bolsonaro e afirmam, sem provas, de que houve fraude no resultado das eleições nos Estados Unidos. "Mortos votando não é fraude pra vcs? Ah, já sei, vcs devem ser espíritas e acreditar em voto psicografado", disse pelo Twitter.

O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a tentativa de golpe de estado por apoiadores de Donald Trump.

Mais cedo, ao Estadão, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a invasão do Congresso é uma "questão interna". E que terá "de ser solucionada pelo novo governo e de acordo com a lei."

Os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique lamentaram a invasão do Congresso. Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Roberto Barroso também comentaram sobre a invasão pelo Twitter.

"No triste episódio nos EUA, apoiadores do fascismo mostraram sua verdadeira face: antidemocrática e truculenta. Pessoas de bem, independentemente de ideologia, não apoiam a barbárie. Espero que a sociedade e as instituições americanas reajam com vigor a essa ameaça à democracia", disse Barroso.

A publicação foi rebatida pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

Na noite desta quarta-feira (6), o Twitter exigiu a remoção de três publicações da conta de Donald Trump. A conta ficará bloqueada por 12 horas. Caso o presidente americano se recuse a apagar os posts, a empresa afirmou que o perfil permanecerá bloqueado.

"Como resultado da situação violenta sem precedentes e contínua em Washington, D.C., exigimos a remoção de três Tweets @realDonaldTrump que foram postados hoje por violações repetidas e graves de nossa política de Integridade Cívica", disse a rede social.

"Futuras violações das Regras do Twitter, incluindo nossas políticas de Integridade Cívica ou Ameaças Violentas, resultarão na suspensão permanente do @realDonaldTrump conta".

> Congresso dos EUA é invadido por manifestantes pró-Trump

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!