Eduardo Bolsonaro diz que o comunismo é pior que o nazismo

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que o comunismo e o socialismo são piores que o nazismo. A declaração foi feita na noite dessa sexta-feira (17), poucas horas depois de Roberto Alvim ser demitido da Secretaria da Cultura por ter parafraseado um discurso nazista em um vídeo do governo.

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"O Brasil corretamente abomina o nazismo, um nefasto sistema que criou uma máquina que assassinou 6 milhões de judeus e jogou o mundo na Segunda Guerra Mundial. Mas muito mais assassino foi e é o comunismo/socialismo, que vive trocando de nome e se reinventando, porém segue matando por onde passa", escreveu o terceiro filho do presidente Jair Bolsonaro no Twitter.

Eduardo alegou que, por conta de regimes como os de Josef Stalin (União Soviética), Fidel Castro (Cuba) e Hugo Chávez/Nicolás Maduro (Venezuela), o comunismo matou mais de 100 milhões de pessoas. E reclamou que, mesmo assim, só o nazismo é criminalizado no Brasil.

Líder do PSL na Câmara, o deputado ainda disse que, por isso, já apresentou um projeto de lei para tentar criminalizar a apologia ao comunismo no Brasil. "No mínimo devemos debater a proibição do comunismo, fato que já consumado na Polônia, Indonésia e outros países, principalmente os que se libertaram dos mandos da ex-União Soviética", defendeu.

O projeto de lei citado por Eduardo Bolsonaro, porém, foi apresentado em 2016. E, desde então, não conseguiu avançar na Câmara dos Deputados.

Veja os posts do deputado federal no Twitter:

Assim como as declarações de Roberto Alvim, o post de Eduardo Bolsonaro recebeu uma série de críticas na internet. Os internautas pediram, entre outras coisas, para o deputado estudar história e trabalhar para resolver os reais problemas do país. Um deles ainda disse que o discurso de Eduardo se assemelha à ideologia do ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, parafraseado por Alvim nessa semana: "Método de Goebbels: Repete tanto as mentiras que começa a parecer verdade. Mas quem tem o mínimo conhecimento de História não cai na balela", disse.

Também houve, contudo, quem apoiasse a proposta do deputado, que já pregou a volta do AI-5 no Brasil, de criminalizar o comunismo. Um deles foi o deputado Filipe Barros (PSL-PR).

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