Contra apagão, MME diz que indústria poderá operar em horário alternativo

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, indicou que a pasta discute com setores da indústria para que estas operem em horários alternativos durante os meses de menor reserva de energia elétrica no país. O objetivo da manobra é aliviar a pressão das indústrias, grandes consumidoras de energia, sobre os horários de maior consumo.

Mesmo assim, o ministro buscou afastar a chance de apagão este ano, marcado por baixos níveis dos reservatórios e a maior seca em 91 anos de medições.

"É com serenidade, portanto, que tranquilizamos a todos", disse o ministro, durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV. "Estamos certos de que, juntos, superaremos esse período desafiador e transitório."

Apesar do tom sereno, o país está próximo do colapso energético no segundo semestre - como já indicou o Operador Nacional do Sistema (ONS) no início do mês. Para contornar a situação o governo editou nesta segunda-feira (28) uma MP que cria uma Câmara de Regras Excepcionais para a Gestão Hidroenergética. Além disso, um acordo com a indústria poderia aliviar o consumo em horários como a tarde e o início da noite, quando o sistema energético nacional tende a operar mais próximo de sua capacidade máxima.

Bento Albuquerque, que é almirante da Marinha, disse que não há risco como o apagão de 2001. "Precisamos deixar claro que o sistema elétrico brasileiro evoluiu muito nos últimos anos. Conseguimos avanços históricos, interligando o sistema em escala nacional e duplicando as linhas de transmissão", disse o ministro. Segundo dados da pasta, uma das mudanças foi uma diminuição do sistema brasileiro da matriz hidrelétrica, que foi de 85% de toda a geração de energia do país no início do milênio para 61% hoje.


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