Onyx culpa governos do PT por piora no IDH. Oposição rebate

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, usou as redes sociais para responsabilizar os governos do PT pela piora do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Ele ainda divulgou o relatório que o governo de Jair Bolsonaro apresentou como resposta aos dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento diz que o Brasil teve "décadas perdidas com esquerdismo e estatismo" e garante que o governo atual tem planos para melhorar os indicadores socioeconômicos. A oposição, porém, reagiu e disse que as políticas de Bolsonaro podem até agravar o problema. Veja as reações políticas à divulgação do IDH do Brasil:

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"Dados do IDH são referentes ao ano de 2018, mais um reflexo do descaso e dos erros dos governos petistas. Governo Bolsonaro promove transformações em todas as áreas apontadas no relatório", começou Onyx Lorenzoni no Twitter, logo depois de a ONU informar que o Brasil caiu uma posição no ranking de desenvolvimento humano por conta do seu IDH quase estagnado. Segundo relatório da ONU divulgado nesta segunda-feira (9), o Brasil ficou empatado com a Colômbia na 79ª posição do ranking que conta com 189 países. Isso porque o país registrou um IDH de 0,761 em 2018 - apenas 0,001 maior que o registrado em 2017.

Lorenzoni publicou, então, o "relatório das ações do governo do presidente Bolsonaro" voltadas ao IDH. Metade do documento, porém, é de críticas aos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma. "Os dados são referentes a 2018, anteriores ao Governo Bolsonaro, e revelam de forma clara e crua todo o legado das décadas perdidas com esquerdismo e estatismo, a hipocrisia do discurso petista de atenção aos necessitados, a ineficiência das políticas petistas de combate à desigualdade", começa o texto que foi divulgado nas redes sociais pelo ministro da Casa Civil e distribuído para a imprensa pelo governo Bolsonaro.

O relatório analisa os programas de Lula e Dilma para a redução da desigualdade social, a educação e os gastos públicos brasileiros. Primeiro, diz que as políticas de transferência de renda dos governos petistas fracassaram porque não focavam no emprego, na renda e no desenvolvimento, "mas no simplista e simplório ato de despejar recursos em programas sociais marqueteiros e eleitoreiros, com aplicação da política marxista de aumentar impostos progressivamente, sufocando os trabalhadores e a massa produtiva".

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Depois, diz que não houve melhoria na expectativa de escolaridade dos brasileiros entre 2015 e 2018. "Os alegados altos investimentos petistas em educação (chegando ao pico de 17,86% do PIB em 2009) não foram investimentos de fato, mas gastos pessimamente executados, pois os resultados não os justificam de modo algum", alega. E, quase por fim, afirma que os gastos públicos desse período foram muito elevados e mal planejados.

"Se considerarmos o avanço da desigualdade, a pobreza e a miséria, o desemprego, o colapso logístico nacional e outros legados deixados pelo PT, conclui-se logicamente que o elevadíssimo gasto público não foi convertido em desenvolvimento e qualidade de vida para a população. Gastou-se muito – e muito mal. Os porquês disso são facilmente verificáveis no noticiário político-policial dos últimos anos e seu sem-fim de manchetes falando dos escândalos de corrupção dos governos petistas, além do inchaço da máquina pública, instrumentalizada para fins políticos-ideológicos", alega.

O documento ainda critica a alta da inflação, que tirou poder de compra do povo, no fim do governo Dilma. E diz que o "o aparente 'sucesso econômico' de meados da era petista foi mera obra do acaso externo, devido ao boom das commodities, e de modo algum representou ganhos reais à população, posto que a desigualdade não diminuiu – enquanto alguns poucos ricos (amigos do rei e hoje boa parte deles condenados) ficaram ainda mais ricos".

No fim do relatório, o governo de Jair Bolsonaro garante, então, que tem um plano de trabalho para reverter toda essa situação e, consequetemente, melhorar o IDH do Brasil. "Em 2018, ano dos dados do relatório da ONU sobre desenvolvimento e desigualdade, a população brasileira escolhia nas urnas um projeto de governo disposto a combater a pobreza, o atraso e as desigualdades sem demagogias nem desperdícios, com foco num progresso real e bem distribuído, a partir da liberalização da economia e com solidariedade efetiva aos mais necessitados – não para escravizá-los e perpetuá-los na miséria, mas para de lá tirá-los. Para além dos discursos fáceis e vazios, as ações do Governo Bolsonaro cumprem com as expectativas e necessidades da população – e já apresentam resultados práticos", afirma.

Entre os exemplos de quais planos seriam esses, o governo Bolsonaro cita, então, a reforma da Previdência; a redução de fraudes no Bolsa Família e no INSS; a MP da Liberdade Econômica; a digitalização dos serviços públicos; o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares; o Future-se; a carteira de estudante digital; a descentralização de recursos do governo federal para os estados e municípios; a redução do número de ministérios; e os projetos de combate à criminalidade do ministro Sergio Moro.

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Oposição reage

Parlamentares de oposição, por sua vez, também avaliaram os dados do IDH brasileiro nas redes sociais. E, diferente de Onyx Lorenzoni, eles dizem que o governo de Jair Bolsonaro na verdade tem tomado atitudes que podem agravar a desigualdade no Brasil. Entre as medidas criticadas pela oposição, estão a MP do Contrato Verde e Amarelo, que pode taxar o seguro-desemprego; a reforma da Previdência; as propostas de reforma tributária do governo; e a política de educação do governo.

Já a presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), limitou-se a analisar os dados do IDH e a dizer que o Brasil precisa de um estado mais atuante. Veja algumas reações da oposição:

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