Filiado do MDB que aceitar ministério será convidado a se retirar, avisa partido

O MDB decidiu marcar posição em relação ao governo de Jair Bolsonaro e determinou que, qualquer filiado que aceitar comando de ministério será punido. O aviso foi postado nesta segunda-feira (26), no Twitter do partido, e representaria "a posição oficial”.

“Qualquer filiado ao partido que aceitar Ministério deste governo será convidado a se retirar da sigla", dizia a mensagem.

A mensagem foi uma resposta a uma matéria do jornalista Lauro Jardim, de 'O Globo', que indicou articulações em nome do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso Nacional, para cuidar da articulação política. O jogo de cadeiras empurraria a ex-deputada Flávia Arruda, atual representante da Secretaria de Governo, para outra pasta.

O partido já teve representantes seus no gabinete de Jair Bolsonaro - o deputado Osmar Terra (MDB-RS) já chefiou, por 13 meses, o Ministério da Cidadania. Atualmente, além de Eduardo Gomes, outro senador do partido lidera o governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Segundo dados do Radar do Congresso, ferramenta do Congresso em Foco que mapeia e analisa as votações do Congresso Nacional, o MDB na Câmara demonstrou fidelidade ao Executivo, votando com o governo em 91% das vezes, tendo como base 735 votações. O índice é o mesmo visto no Senado, com base em 219 votações


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