Rio 2016: nome de Temer não foi pronunciado em cerimônia de abertura

Quebra de protocolo foi um pedido do Planalto, informa a TV Globo. Cerimônia de abertura no Maracanã contou a história do Brasil e levantou bandeiras como diversidade, meio ambiente e paz

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tiveram início formal, nesta sexta-feira (5), com uma quebra de protocolo na cerimônia de abertura, no Maracanã. A locução do evento não anunciou a presença do presidente interino Michel Temer, posicionado ao lado do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na tribuna de autoridades. Segundo o protocolo original, haveria tanto a apresentação de Temer quanto a de Bach, mas apenas o alemão foi nominado ao microfone. Foi a primeira vez que o representante do país-sede não foi anunciado ao público.

O rito cerimonial prevê que Temer, mesmo na condição de interino, declare aberta a Olimpíada com uma breve intervenção, regra seguida por todos os chefes de Estado dos países-sede em olimpíadas. Segundo o rito, o presidente deve simplesmente repetir a frase “Declaro abertos os Jogos”. A TV Globo chegou a informar que houve um pedido da própria equipe presidencial para que o nome de Temer não fosse pronunciado ao microfone, mas depois foi divulgada a informação de que a sugestão partiu do próprio COI, dado o caráter de interinidade na Presidência da República.

Ao ter sua presença anunciada, Thomas Bach foi rapidamente aplaudido. Por sua vez, enfrentando resistência de parte da população, Temer foi alvo de protestos no transcorrer do dia e está sob risco de ser vaiado pelo público no Estádio do Maracanã.

Como este site mostrou mais cedo, a presidente Dilma Rousseff foi às redes sociais lamentar o processo de impeachment, a que chama de golpe, e o fato de não participar da festa de abertura como foi eleita, na condição de anfitrião dos Jogos. “Fico triste de não assistir à festa ‘ao vivo e a cores’. Mas estarei acompanhando, torcendo pelo Brasil”, escreveu.

Afastada há quase três meses da Presidência da República, Dilma já havia declarado que não participaria da Olimpíada “numa posição secundária”.

Protestos contra Temer e a própria Olimpíada marcam dia de abertura do evento

 

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