Políticos fazem fila para garantir emendas de última hora

Governo empenhou R$ 6 milhões para cada um em novembro, mas detalhes burocráticos ainda são acertados com a ajuda da ministra Ideli Salvatti

Uma fila de parlamentares emendou reuniões sucessivas e conjuntas com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, durante a manhã e parte da tarde de hoje (22) na Liderança do Governo na Câmara. O objetivo das reuniões era negociar na última hora a liberação de emendas orçamentárias. Só o "empenho” (a reserva do dinheiro para posterior liberação) até o dia 31 de dezembro é que garante que a verba será paga à prefeitura e base eleitoral do deputado ou senador, ainda que nos anos seguintes, para tocar obras e projetos sociais.

Desde o final da manhã desta quinta-feira (22), último dia para o votar o orçamento de 2012, Ideli recebeu políticos no gabinete da Liderança do Governo no Congresso. Em parte da reunião, esteve acompanhada do vice-líder, deputado Gilmar Machado (PT-MG).

De acordo com o deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), um dos participantes dos encontros, parte do problema das emendas deste ano já foi resolvida. O governo empenhou em novembro até R$ 6 milhões em emendas para cada um dos parlamentares. O problema, disse ele, é que algumas prefeituras e ministérios não acertaram questões burocráticas e isso acaba atrapalhando o empenho do dinheiro às vésperas do fim do ano. Capixaba narrou que o que os políticos negociam com Ideli é uma forma de resolver esses problemas nos ministérios para apressar os procedimentos e garantir a reserva das verbas antes que chegue 31 de dezembro.

O atendimento às emendas do orçamento deste ano, principalmente da base aliada, é uma das armas do Executivo para garantir a aprovação da lei orçamentária de 2012.

Ideli negociou com os parlamentares uma forma de garantir quórum para a votação do orçamento do ano que vem. O deputado Edson Silva (PSB-CE), outro que deixou a reunião com a ministra, disse que a ministra pediu empenho dos colegas e líderes do partido para evitar que o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) consiga derrubar a sessão. Paulinho está insatisfeito com a falta de previsão de reajuste de 11,7% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo.

Pedidos da oposição

Gilmar Machado disse que Ideli concordou em incluir no orçamento pedidos que atendem a interesses do PSDB, principal partido de oposição. Um deles será a redução de 15% para 10% do percentual de recursos que podem ser remanejados no orçamento de uma obra para outra ou de um projeto para outro. Outra demanda da oposição atendida será a alocação de mais dinheiro para a construção do Rodoanel da cidade de São Paulo.

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