Polícia Federal investiga governo Arruda

Rudolfo Lago e Lúcio Lambranho

Batizada de Caixa de Pandora, a operação desencadeada hoje (27) pela manhã em Brasília colocou em polvorosa o governo do Distrito Federal. A operação é decorrente do inquérito 650-DF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por enquanto, o inquérito corre em segredo de justiça, mas há a possibilidade de o ministro Fernando Gonçalves, do STJ, torná-lo público agora à tarde. Foi Fernando Gonçalves quem autorizou os mandados de busca e apreensão cumpridos pela manhã, que invadiram gabinetes de secretários do governo e deputados distritais.
 
No dia 1 de novembro, o advogado Cláudio Fruet, que defendeu o governador José Roberto Arruda no caso da violação do painel eletrônico do Senado (episódio que obrigou na época Arruda a renunciar para não ser cassado), tentou, em vão, pedir vistas do processo. Ontem, ele pediu vistas novamente, agora já com procuração das partes. No caso, a anotação no site do STJ informa que ele tinha procuração de “JRA”, iniciais de José Roberto Arruda.

Pela manhã, 20 mandados de busca e apreensão foram autorizados. A PF buscou documentos nos gabinetes do presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente, e dos deputados distritais Eurides Brito e Rogério Ulysses. Havia também um mandato em nome de Pedro do Ovo, deputado licenciado. No GDF, foram apreendidos documentos nos gabinetes do secretário de Educação, José Luiz Valente, do chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, do assessor de imprensa do GDF, Omézio Pontes, e  do chefe de gabinete, Fábio Simão. Há informações, porém, de que, ao todo, a operação da PF investigou mais de 200 pessoas. Também são alvo da PF as empresas Conbral, Linknet, Adler, Vertax e Infoeducacional. Houve busca e apreensão também na casa do conselheiro do Tribunal de Contas Domingos Lamoglia.

Há vídeos, gravações, quebras de sigilo. A Polícia Federal não confirma, mas as informações dão conta de que Durval teria feito um acordo de delação premiada com a PF.  A partir das informações que ele repassou é que a operação teria se desencadeado.

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