Pedido de prisão de Aécio só será julgado em agosto, depois do recesso do Judiciário

Informação foi confirmada pelo gabinete do ministro Marco Aurélio Mello, presidente da Primeira da Turma do STF

 

O pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) só será julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) após o recesso do Judiciário, tradicionalmente usufruído em julho. A informação foi confirmada ao Congresso em Foco pelo gabinete do ministro Marco Aurélio Mello, presidente da Primeira da Turma do STF.

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A decisão estava prevista, inicialmente, para o dia 20 de junho. Na sessão, a Primeira Turma decidiu conceder prisão domiciliar a Mendherson Lima, ex-assessor parlamentar de Zezé Perrella (PMDB-MG), Andréa Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo de Aécio, respectivamente, e adiou a decisão sobre Aécio. Andréa e Frederico eram investigados no mesmo inquérito que apura se Aécio cometeu crime de corrupção passiva e obstrução de justiça, mas o STF declinou competência e eles terão seus casos remetidos à justiça de São Paulo.

A Turma decidiu adiar para a reunião desta terça, mas não haverá tempo hábil para julgar o caso antes do recesso. O processo está com vista à procuradoria-geral da República para que emita um posicionamento sobre o requerimento da defesa, que pede que o afastamento e a prisão do tucano sejam julgados pelo pleno da Corte, com 11 ministros, e não pela Primeira Turma, com cinco.

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