Justiça do Paraná nega habeas corpus a Lula mantém depoimento a Moro nesta quarta-feira

Pedido formalizado pela defesa do ex-presidente queria suspensão da ação penal por 90 dias, alegando prazo curto para analisar documentos. Demanda foi negada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região

 

A defesa do ex-presidente Lula teve pedido de habeas corpus – ajuizado com o objetivo de adiar interrogatório do petista – negado pelo juiz federal Nivaldo Brunoni, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Assim, Lula será mesmo ouvido pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na Justiça Federal em Curitiba (PR), na tarde desta quarta-feira (10) na capital paranaense, em ação penal na qual é réu. Ele é acusado de receber um tríplex no Guarujá da construtora OAS, além de outros benefícios, por ter agido em favor da empresa.

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No pedido protocolado pelo advogado do ex-presidente, o argumento é que não haveria tempo hábil para analisar o anexo apresentado pela Petrobras aos autos antes do depoimento. A defesa afirma que a documentação “possui milhares de laudas e que é inviável o seu exame antes da realização do interrogatório do acusado” e pedia suspensão do processo por 90 dias para analisar as cerca de 100 mil folhas dos mais de 5 mil documentos apresentados pela estatal.

A decisão de Brunoni ressalta que a juntada dos documentos da Petrobras foi um pedido da própria defesa, e que a suspensão da ação penal por 90 dias para exame do material “foge do razoável”.

Apoiadores do ex-presidente já começaram a chegar a Curitiba para acompanhar o depoimento.

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