Investigação de boato sobre Bolsa Família é arquivada

Justiça determina arquivamento da investigação porque não houve comprovação de crime ou de ação organizada. Polícia Federal indicou três razões para que milhares de pessoas sacassem benefício no mesmo dia

O 3º Juizado Especial Criminal de Brasília determinou o arquivamento da investigação feita pela Polícia Federal para apurar a origem dos boatos sobre o fim do programa Bolsa Família. A confusão levou milhares de pessoas a sacar o benefício em 18 e 19 de maio.

 

Segundo o TJDFT, o arquivamento da investigação do boato, que “teria ocasionado prejuízo à Caixa Econômica [Federal], bem como pânico e tumulto em todo o país”, foi pedido pelo Ministério Público por não identificar "nenhuma comprovação idônea e adequada de que o crime em investigação tenha sido praticado e que a pessoa investigada, ou indicada pela vítima, tenha agido com culpa ou mesmo dolo".

Para determinar o arquivamento, o juizado usou um relatório da PF, divulgado em 12 de julho, no qual a corporação anunciou que não foi identificada ação criminosa ou contravenções no episódio. Segundo a PF, o boato foi espontâneo e por isso não é possível responsabilizar ninguém por isso. A PF listou três motivos principais para que o boato tivesse ganhado corpo:  a antecipação do pagamento do benefício “por motivos diversos”, a informação de um possível adicional em virtude do dia das mães e a notícia de que o programa poderia ser cancelado.

Em 18 e 19 de maio, os boatos geraram filas e tumultos em pontos de saque em cidades de, pelo menos, 12 estados. Foram sacados R$ 152 milhões em benefícios, totalizando 900 mil saques, segundo informou a Caixa.

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