Economist prevê 2016 desastroso para o Brasil

Revista britânica destaca a possibilidade de impeachment de Dilma, a redução da nota de crédito do país, a troca de comando no Ministério da Fazenda e a previsão de encolhimento da economia como indicadores de que o próximo ano será difícil para o país

Com uma foto da presidente Dilma cabisbaixa e o título “A queda do Brasil”, a revista britânica The Economist prevê um 2016 desastroso para a economia brasileira em reportagem de capa de sua nova edição. O texto destaca a possibilidade de impeachment de Dilma, a redução da nota de crédito do país por duas agências de classificação de risco, a troca de comando no Ministério da Fazenda e a previsão de encolhimento da economia como indicadores de que o próximo ano será bastante difícil para o país.

Segundo a reportagem, em vez de “euforia” com a realização dos Jogos Olímpicos no Rio, o Brasil chega a 2016 sob risco de “desastre político e econômico”. A revista defende que apenas “decisões difíceis”, como as reformas trabalhista e da Previdência, podem fazer o país se reerguer. Essas medidas, no entanto, desagradam à presidente Dilma, ressalta a publicação.

A reportagem aponta "gastos extravagantes e imprudentes com aposentadorias e reduções de impostos improdutivas para indústrias favorecidas" como fatores que agravaram a crise das contas públicas no Brasil. O esquema de corrupção na Petrobras também é destacado.

A Economist diz que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, pode atuar melhor que Levy por ter suporte político do PT, diferentemente de seu antecessor. Segundo a revista, a recessão poderá paralisar ou reverter o processo de retirada de dezenas de milhões de famílias da pobreza, aprofundado desde o início do governo Lula, em 2003.

A crise da economia brasileira já foi destacada pela revista em outras ocasiões. Em fevereiro, a reportagem de capa da publicação para a América Latina estampava uma passista de escola de samba em um atoleiro. Em setembro, outras duas reportagens apontaram um ambiente político desalentador para o país com recessão, disputas políticas entre o governo e o Congresso e as ações da Operação Lava Jato.

A Economist já alertava para a queda da economia brasileira em reportagem de capa publicada em 2013. Na época, a imagem de um Cristo Redentor como um foguete em queda provocou reações do governo brasileiro. A montagem fazia alusão a outra capa da revista, de 2009, que mostrava o mesmo foguete decolando do Corcovado.

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