Corregedor recomenda arquivamento de processo contra Liliane Roriz na Câmara Legislativa

Deputado Rafael Prudente (PMDB), que apresentou o relatório contrário ao pedido de cassação da filha de Joaquim Roriz, alegou que precisa aguardar o julgamento em segunda instância

O corregedor da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputado Rafael Prudente (PMDB), recomendou o arquivamento do processo de cassação de Liliane Roriz (PTB). Agora, o parecer de Prudente será votado na Comissão de Ética da Casa.

Rafael Prudente entendeu que é necessário aguardar decisão da Justiça Eleitoral em segunda instância para dar andamento ao processo. Liliane foi condenada em março deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) por falsidade ideológica e compra de votos na campanha de 2010. A parlamentar, porém, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda julgamento.

Leia a íntegra do parecer do corregedor

Prudente alega que "não aponta culpa ou inocência" de Liliane Roriz. Mas, sim, uma análise a fim de "indicar a necessidade ou não de instauração de processo ético-disciplinar". O corregedor é filho do ex-deputado Leonardo Prudente, envolvido no escândalo da Caixa de Pandora – que acabou tirando do poder o então governador José Roberto Arruda.

Na próxima semana a Comissão de Ética se reunirá para decidir se aprova ou não o relatório do corregedor. O colegiado é composto por cinco parlamentares e presidido por Ricardo Vale (PT). Para que o parecer favorável à permanência de Liliane Roriz na Casa seja aprovado são necessários pelo menos três votos (maioria simples).

A denúncia contra Liliane Roriz foi apresentada pela OnG Adote Um Distrital. Para o coordenador da organização, Calebe Cerqueira, o argumento da corregedoria é "totalmente inconstitucional" e promete uma ação em resposta ao parecer de Rafael Prudente.

Acusação

Liliane Roriz é acusada de omitir despesas no valor de R$ 40.650,00 e recebimento de serviços estimáveis em dinheiro para sua campanha na prestação de contas das eleições de 2010. Em agosto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou a execução imediata da pena contra a deputada.

Ela também é acusada de oferecer cargos na Câmara Legislativa e do Governo do Distrito Federal a Eurípedes Viana Santana e à sua mulher em troca de votos. Liliane foi condenada a dois anos e seis meses de prisão, além de multa pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e corrupção eleitoral. No entanto, a pena de prisão foi substituída por duas penas restritivas a serem fixadas no momento da execução.

Atualmente, a deputada está afastada do mandato por licença médica. Foi Liliane quem gravou e denunciou cinco colegas distritais que são investigados pela Operação Drácon por suspeita corrupção.

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