Banco do Brasil nega saída de Aldemir Bendine

A notícia sobre a exoneração foi publicada por diversos veículos de imprensa no transcorrer do dia. Segundo o jornal O Globo, o secretário-executivo da pasta, Paulo Rogério Caffarelli, substituirá Bendine, mas só depois da nomeação do próximo Ministério da Fazenda

A assessoria de comunicação do Banco do Brasil divulgou nota, nesta quinta-feira (6), negando as “especulações” de que o presidente da instituição, Aldemir Bendine, deixaria o cargo. A notícia foi publicada por diversos veículos de imprensa no transcorrer do dia, como o jornal O Globo e a Agência Estado.

“O Banco do Brasil informa que eventuais nomeações e demissões de presidentes ocorrem conforme determina o Estatuto Social da Organização. Nesse sentido, o BB nega especulações sobre 'entrega de cargo', e lamenta a publicação de boatos”, diz a nota.

Os rumores sobre a saída de Bendine aumentaram com a denúncia de que o presidente teria facilitado empréstimo para a apresentadora de TV e socialite Val Marchiori, que já estaria em situação de débito com o banco ao pedir o benefício. Além do desgaste de Bendine junto ao Planalto, o caso gerou pedido para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinasse o cancelamento do empréstimo. O requerimento de providências foi feito pelo líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), à Mesa Diretora da Casa (confira).

Segundo o jornal O Globo, Bendine de fato entregou o cargo ao ministro Guido Mantega, mas a formalização de sua saída só se dará depois da nomeação do substituto de Mantega – troca que foi anunciada pela presidenta Dilma Rousseff durante a campanha presidencial. O jornal informa ainda que já há um nome para ocupar a vaga de Bendine: o secretário-executivo da pasta, Paulo Rogério Caffarelli, funcionário de carreira.

Já de acordo com a Agência Estado, o próprio Bendine comunicou a Guido Mantega que deixaria o cargo um mês antes das eleições, depois de mais de cinco anos como presidente – ele tomou posse em abril de 2009. Ele disse ao ministro, informa a agência, que não permaneceria na função em um eventual mandato de Dilma Rousseff, porque havia encerrado um “ciclo” em um posto de “muito desgaste pessoal”. E foi Guido, segundo a apuração, que pediu que Bendine esperasse até a troca de comando no Ministério da Fazenda.

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