Abstenção “vence” no Rio e em Goiânia e bate recorde no país com 29,5%

O segundo turno realizado nesse domingo (29) teve abstenção de 29,5%, um recorde para as eleições brasileiras. Um crescente descontentamento do eleitor com a política e a pandemia de covid-19 são os motivos mais frequentemente apontados por analistas para a queda no índice de comparecimento do eleitor às urnas neste ano.

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A eleição realizada em 57 municípios registrou abstenção maior que no primeiro turno, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou 23,1% de abstenção – o maior índice em 20 anos.

Os dois maiores colégios eleitorais também registraram forte ausência de eleitores neste domingo: São Paulo anotou abstenção de 30,8%, enquanto no Rio de Janeiro esse índice chegou a 35,45%. No caso carioca, o total de 1,72 milhão de eleitores que não foram às urnas supera o total de 1,62 milhão de votos que elegeram Eduardo Paes para quatro anos de prefeitura.

O fenômeno também se repetiu em outras cidades, tais como Goiânia – que teve 356 mil eleitores ausentes, enquanto Maguito Vilela foi eleito com 256 mil votos. Em São João do Meriti, na baixada fluminense, a abstenção foi de 120,8 mil, enquanto Dr. João (DEM) foi eleito com 122 mil votos.

O Brasil registrou, nesse domingo, 24.468 novos casos e 272 mortes de covid-19, segundo dados do governo federal. Entre os dois turnos das eleições deste ano, o país registrou um aumento no número de novos casos e de mortes relativos à pandemia – o que pode indicar o início de uma segunda onda de infecção da doença.


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