Pílulas de motivação

Recebo relatos diários de concurseiros(as) que se dizem desmotivados(as) para os estudos e pensam em desistir. Confesso que em diversos momentos, quando comecei a minha vida de concurseiro – sem dinheiro nem para comprar uma apostila – senti-me desmotivado e muito desanimado. Cheguei a pensar em desistir e em fazer outras coisas. Mas, por sorte ou por força do destino (e – não posso deixar de mencionar – fiz minha parte), essas fases não duravam muito tempo, e logo eu recomeçava a estudar, inovar na forma de estudar (estudava com os pés em bacia de água fria para não dormir) e a ousar (estudava para dar aulas ). Isto é muito importante quando se está na “fila” por uma vaga na carreira pública: não se pode desistir, deve-se aprender a ser sempre capaz de recomeçar, especialmente diante de uma reprovação ou  em cenários de turbulências e na ausência de grandes editais.

Para você, meu/minha amigo (a), ofereço algumas pílulas de motivação e/ou dicas de estudos:

  1. Primeiro uma técnica de base científica para o desenvolvimento de um hábito: a repetição de uma rotina (no caso, a rotina de estudar) durante vinte e um dias (três semanas), sempre no mesmo horário e durante o mesmo período de tempo , seja dia útil, feriado ou final de semana sente-se, ligue o cronômetro, e somente levante depois do período que traçou para estudos. Pronto! Criou-se um hábito. Aristóteles já nos ensinou “Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.”
  2. Em tempos de escassez de editais busque a motivação com a possibilidade da aprovação e da consequente melhora de vida – sua e de sua família, afinal, afinal a dor da preparação é passageira mais o cargo público é para sempre. De fato, quando se vislumbra o alvo, a pessoa consegue fazer enormes sacrifícios para atingir o objetivo. Um boa dica é criar o “mural dos sonhos” que deverá ficar em local visível , na área de estudos. Nele anexe fotos do prédio onde quer trabalhar e anote os benefícios e as vantagens da carreira pública. Em sendo possível, anexe um contracheque atualizado do cargo pretendido;
  3. Lembre-se que inteligência não é o maior diferencial em concurso, mas disciplina é tudo. De nada adianta passar de um a três meses estudando 15 horas por dia. O conhecimento (para o/a candidato/a), assim como o condicionamento (para o maratonista), precisa ser adquirido aos poucos, em um longo período de tempo, para ser bem assimilado. Quando se faz um concurso do TCU, com 14 disciplinas e muito texto legal para decorar, percebe-se que é quase impossível adquirir todo esse conhecimento em apenas alguns meses. É por isso que a maior arma do concurseiro é a disciplina, a capacidade de investir em seu objetivo um pouco todos os dias, a disposição para fazer uma preparação de longo prazo – de um a três anos;
  4. O candidato que invoca apenas a brilhante inteligência para passar é justamente aquele que subestima a complexidade das matérias e a importância de sempre revisar os principais pontos dos editais. Todos os candidatos que se classificaram bem em um concurso fizeram muitos resumos, resolveram muitas (milhares) de questões de certames anteriores, investiram em cursos, taxas de inscrição e em material dirigido, e revisaram os conteúdos nas duas  semanas que antecederam as provas;
  5. Na maioria dos casos, o concurseiro é vítima da arrogância e do excesso de autoconfiança. Humildade e paciência são armas poderosas para conquistar uma das vagas oferecidas nos certames. Ouvir a voz da experiência, estudar em grupo, registrar tudo que os professores explicam são detalhes que podem fazer a diferença entre a aprovação e a reprovação. SABER, também, que não existem fracassos no mundo dos concursos , existem momentos de extrair lições das reprovações e voltar para a “fila”, revisar os planos e continuar até a vitória final;
  6. Para os graduados, um alerta: o estudo para concursos é totalmente diferente do estudo acadêmico. Por isso, ainda que o candidato tenha uma excelente base, no início da preparação ele deve sempre adotar apostilas e livros didáticos dirigidos para concursos. No mercado existem dois tipos de livros: aqueles que, quando pegos, não dá vontade de largar, e aqueles que, quando largados, não dá vontade de pegar. Fuja das apostilas e dos livros complexos – seu tempo e suas escolhas valem ouro. Com os anos aprendi que uma obra tida por superficial pode ser digna de elogio. Obviamente, não estou sugerindo obras com informações desatualizadas ou erradas, mas material de estudo que contenha apenas o exigido pela banca do concurso para o qual você se prepara;
  7. Eis alguns motivos pelos quais os jovens optam pela carreira pública: remuneração inicial até quatro vezes  maior do que a oferecida na iniciativa privada. Um jovem que terminou o ensino médio poderá começar a vida profissional ganhando R$ 14 mil. Estabilidade no serviço público após três anos de estágio probatório e preenchida as condições legais. Chances de progresso na carreira – com promoções e progressões funcionais – podendo chegar ao final da carreira em 13 anos de serviços e ganhando 70% ou mais no final da carreira. Benefícios como auxílio-alimentação, plano de saúde, gratificação por formação, auxílio-creche, auxílio pré-escolar, auxílio-transporte, adicional de insalubridade ou periculosidade, horário especial para estudo;
  8. Outros atrativos da carreira pública: aposentadoria no valor integral e até maior do que os vencimentos da ativa (vai depender do plano escolhido no Funpresp), diferentemente dos profissionais da iniciativa privada que têm teto salarial de R$ 5.189,82 pelo RGPS. A carreira pública não discrimina gênero ou idade nem exige – em regra – experiência ou boa aparência. Carga horária de trabalho flexível , base de 40 horas podendo chegar a 20 horas semanais. Retribuição pelo exercício de função DE CONFIANÇA ou cargo em comissão que pode elevar os vencimentos em até 50%.
  9. Outra importante dica é procurar escolher a carreira pública pela vocação, pela afinidade com as atribuições do cargo, pelo clima psicológico do trabalho, pela experiência, pela formação  etc. NUNCA escolha a carreira pública pelo salário inicial ou pelo número de vagas. PARA ISSO sugiro que conheça a lei que criou a carreira e o local de trabalho que deseja ficar a maioria das horas do seu dia;
  10. Por fim, pense grande mas comece pequeno, ou seja, como técnico judiciário, depois analista e por fim Juiz de Direito, por que não? Ou então, policial federal, depois delegado de policia federal etc.

REPITA sempre:  A VAGA É MINHA, eu tenho ENERGIA e FOCO e NADA vai me deter até conquistar a carreira pública dos meus sonhos.

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