Quinta, 27 de Abril de 2017

Importação de carne brasileira é suspensa em grandes mercados mundiais

China, Coreia do Sul e União Europeia suspendem, temporariamente, importações e vendas de carne brasileira

Portal Brasil

União Europeia anuncia embrago, temporário, aos produtos de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca

 

A Comissão Europeia anunciou na manhã desta segunda-feira (20) que todas as empresas envolvidas na Operação Carne Fraca terão acesso negado, temporariamente, ao mercado da União Europeia. O porta-voz da Comissão Europeia Enrico Brivio afirmou ainda que está monitorando as importações de carne do Brasil e pediu que os países aumentem o controle sobre os produtos.

Apesar da declaração para que as empresas saiam da lista de fornecedores, durante a coletiva, o porta-voz não citou nenhuma empresa. A operação deflagrada na última sexta-feira (17) envolve empresas, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift. Além dessas grandes marcas, também estão incluídas empresas menores, como Mastercarnes e Peccin, do Paraná.

A Coreia do Sul e a China também já anunciaram suspensão de produtos das empresas envolvidas no escândalo e monitoramento maior rigor de carne e frango importados do Brasil. A Coreia do Sul fez o comunicado por meio do Ministério da Agricultura sul-coreano. De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, apenas a China, até o momento, pediu informações ao governo brasileiro e anunciou ao ministério que “não desembarcará carnes importadas do Brasil” até que o país preste todos os esclarecimentos.

Por meio de nota, o ministro Blairo Maggi afirmou que realizará, na noite desta segunda-feira (20),  uma “videoconferência com autoridades chinesas para prestar esclarecimentos”.  Atualmente, o país é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo e o maior exportador. No ano passado as exportações de frango e carne bovina somaram US$ 10,3 bilhões. O Brasil responde atualmente por 7% do mercado mundial de carnes. No último ano, o setor vendeu para mais de 150 países.

Críticas à Operação Carne Fraca

Em entrevista coletiva no domingo (19), Blairo Maggi elevou o tom das críticas ao trabalho da PF após participar de reunião com o presidente Michel Temer e outros integrantes do governo para discutir os efeitos da operação.  Para Blairo, a “narrativa” da Polícia Federal ao divulgar as ações da Carne Fraca está cheia de “fantasias” e “idiotices”. A partir de agora, segundo ele, o ministério e a PF vão atuar juntos nas investigações. “Em função da narrativa é que se criou grande parte dos problemas que temos hoje”, afirmou.

O ministro disse que a PF demonstrou falta de conhecimento sobre as regras que regem o setor ao condenar, por exemplo, o uso de ácido ascórbico na mistura de alimentos, de papelão em lotes de frango e de carne de cabeça de porco.

“Essa questão do papelão, está claro no áudio que estão se falando de embalagens e não falando de misturar papelão na carne. Senão é uma idiotice, uma insanidade, para dizer a verdade. As empresas brasileiras investiram alguns milhões, milhões e milhões de dólares dos seus mercados, há mais de dez anos, para consolidar mercado, e aí você pega uma empresa que é exportadora e vai dizer que misturou papelão na carne? Pelo amor de Deus. Não dá para aceitar esse tipo de situação”, disse.

Mais sobre Operação Carne Fraca

Continuar lendo

Curtir Congresso em Foco no Twitter e Facebook:

comments powered by Disqus
Publicidade Publicidade