Erika Kokay (PT-DF)

Responde ao inquérito 3129 (corrupção ativa, quadrilha e lavagem de dinheiro), relativo à acusação de um ex-funcionário dela de retenção indevida dos salários pagos por seu gabinete na Câmara Legislativa do Distrito Federal. “Nesse inquérito, foram ouvidas dezenas de pessoas, sem que, em nenhum momento, tenham sido encontrados quaisquer indícios de envolvimento meu com os fatos noticiados”, afirma.

Veja a íntegra do que diz o parlamentar

“Em atenção ao pedido de manifestação dessa Revista quanto ao Inquérito nº 3129, de 2011, em curso no Supremo Tribunal Federal, que visa à apuração de possível prática de ato irregular por esta Parlamentar, gostaria de esclarecer o

1) Em 2007, foi instaurado inquérito pela Polícia Civil do Distrito Federal com o objetivo de apurar acusações feitas pelo ex-servidor de meu gabinete na Câmara Legislativa do Distrito Federal, GERALDO BATISTA DA ROCHA Jr., quanto à suposta movimentação irregular de recursos ilícitos que eu teria feito em conta bancária de sua titularidade. Nesse inquérito foram ouvidas dezenas de pessoas, sem que, em nenhum momento, tenham sido encontrados quaisquer indícios de envolvimento meu com os fatos noticiados;

2) Nunca pedi a servidor algum, a parente, a amigo ou a quem quer que seja a abertura de conta corrente ou de qualquer outra espécie para movimentar recursos em meu nome, ou para meu proveito pessoal, ou para o mandato parlamentar. Desconhecia conta até a apresentação da referida acusação e jamais tive participação de qualquer natureza na sua movimentação;

3) Tão logo apresentada servidor, disponibilizei cópias dos extratos de todas as minhas contas bancárias, encaminhando cópias também ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, inexistindo qualquer por vinculação financeira entre as minhas contas e a referida conta do denunciante;

4) A acusação em tela foi objeto de investigação pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa, em 2007, tendo sido arquivada por absoluta falta de provas ou de elementos mínimos que a sustentassem;

5) O ex-servidor Geraldo Batista da Rocha Jr. só fez tal acusação após ser demitido de meu Gabinete, na Câmara Legislativa, constantes e sistemáticas agressões físicas praticadas por ele;

6) O ex-servidor, além de não ter apresentado qualquer prova de minha suposta participação na movimentação irregular de sua conta bancária e de já ter sido condenado por agressão doméstica, teve comprovada em inquérito policial a sua participação em receptação de computadores furtados de uma escola pública, o que lhe rendeu nova condenação judicial;

7) Por meio de diversos depoimentos colhidos no curso do inquérito aberto em 2007, que, até 2010, corria sob a presidência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal – TJDFT e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT, a Polícia Civil já constatou que a mesma fora orquestrada e apresentada como parte de uma ampla articulação promovida pelo ex-deputado Pedro Passos Júnior, que, à época, respondia a um processo por quebra de decoro parlamentar perante a mesma Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar, presidida por mim naquela por oportunidade. O objetivo do referido parlamentar era me desqualificar e, com isso, lograr o meu afastamento da aludida Comissão, esperando, assim, evitar que o citado processo fosse levado adiante e, dessa forma, preservar o seu mandato;

8) Em observância ao que determina a Constituição (art. 102, I, “b”), ao assumir o mandato de deputada federal, em 2011, o inquérito policial que corria perante o TJDFT foi deslocado para o Supremo Tribunal Federal, que é a instância competente para processar e julgar os membros do Congresso Nacional. Ressalto, no entanto, que apesar de vir se arrastando desde 2007, conforme já mencionado, não foi aberto qualquer processo contra a minha pessoa, estando em curso apenas o inquérito policial para a apuração dos mesmos fatos já relatados. Com esses esclarecimentos,  espero ter contribuído para a correta elucidação da questão suscitada.”

Veja a lista com todos os parlamentares com pendências

Apoie o jornalismo independente e de qualidade:

Faça uma assinatura convencional ou digital da Revista Congresso em Foco!

Mais sobre processos

Continuar lendo

Publicidade Publicidade