Assassinato de homem negro por seguranças do Carrefour choca políticos

Um homem negro foi espancado e morto por dois seguranças de uma unidade do Carrefour no bairro Passo D'Areia, em Porto Alegre, na véspera do dia da Consciência Negra. Segundo relatos, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi levado após um desentendimento para o estacionamento do hipermercado, onde a agressão o levou à morte. O homicídio foi gravado, e o vídeo corre nas redes sociais. O assunto está entre os mais comentados das redes nesta manhã, dia em que se celebra a Consciência Negra.

Os seguranças envolvidos na operação – um deles um policial militar – estão presos. O Carrefour disse em nota que lamenta o ocorrido e que fará imediatamente o rompimento do contrato com a empresa de segurança, assim como a demissão do gerente da loja no momento da agressão. A loja permanecerá fechada, em sinal de respeito.

O caso, ocorrido no fim da noite de quinta-feira (19), gerou rápida reação da classe política, e é o assunto mais comentado do Twitter nesta manhã. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) foi uma das primeiras a se manifestar e pediu investigação urgente ao caso:

A candidata a prefeita pelo PCdoB à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D'Ávila, afirmou que é preciso encarar o racismo de frente:

Sebastião Melo (MDB), que está no segundo turno contra Manuela pela prefeitura de Porto Alegre, também se manifestou. Ambos estavam no debate organizado pela TV Bandeirantes no momento do crime.

Matheus Gomes, eleito no último domingo para um mandato na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, anunciou que uma manifestação, protagonizada por movimentos negros, ocorrerá na porta do mercado ainda hoje.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) também se manifestou:

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se manifestou sobre o assassinato na tarde desta sexta-feira (20).

Por meio de nota, a OAB disse lamentar profundamente a morte de João Alberto e afirmou que acompanhará todo o processo de investigação para que, "obedecidos os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, com o devido processo legal, possam os responsáveis pela morte do João Alberto responder pelos seus atos, na forma da lei".

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