Para evitar falta de oxigênio, Rondônia pede providências urgentes a Pazuello

Tentando evitar uma crise no fornecimento de oxigênio como a que ocorreu em Manaus no início do ano, o governo de Rondônia – por meio do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia covid-19 (Giac), do MPF – enviou ao ministro da Saúde, Eduardo Pauzello, um ofício solicitando a adoção urgente de providências no estado.

A documentação informa que o sistema de saúde estadual registra 100% de ocupação de leitos de UTI há 48 dias, com fila de espera de 137 pacientes, sendo 98 em estado grave. Quatro municípios já encaminharam à Secretária de Saúde de Rondônia alerta da única empresa fornecedora de oxigênio medicinal, a Cacoal Gases, informando que os estoques devem durar apenas mais 15 dias.

Um dos ofícios pede ainda que seja avaliada junto ao Ministério da Saúde a possibilidade de destinação diferenciada de vacinas a Rondônia, assim como foi destinada a outros estados da região Norte.

Também nesta sexta-feira, o Giac enviou ofício circular a todos os governadores, solicitando informações sobre hospitais de campanha. O gabinete questiona quantos hospitais foram instalados em cada local, quantos foram construídos e não entraram em funcionamento e as unidades que estão funcionando atualmente. Em relação às unidades desativadas, os governadores devem informar a data e o motivo do fechamento, além de esclarecer a destinação de insumos e equipamentos que compunham essas estruturas. O prazo para resposta vai até 19 de março.

O Giac questiona também a dinâmica de transferência de pacientes com covid-19 de um estado para o outro no caso de sobrecarga dos sistemas estaduais de saúde e pergunta se o Ministério da Saúde já definiu ou pretende definir um fluxo de remoção.

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