Governadores criticam decisão de Bolsonaro contra vacina chinesa

Ao menos três governadores foram ao Twitter demonstrar insatisfação com a decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, de não autorizar o Ministério da Saúde a incluir a vacina chinesa Coronavac, contra a covid-19, no Programa Nacional de Imunizações.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), está em Brasília. Após entrevista com jornalistas, Doria foi ao Twitter defender a união entre estados e o governo federal.

"Não queremos uma nova guerra na Federação. Mas com certeza os governadores irão ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário para garantir o acesso da população a todas as vacinas que forem eficazes e seguras", escreveu o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse que a inclusão de vacinas no programa de imunizações deve ocorrer com análises técnicas.

Outro a criticar a decisão foi Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo. "Salvar vidas e libertar os brasileiros do coronavírus são objetivos que devem unir todos nós. Adquirir as vacinas, que primeiro estiverem a disposição, deve ser a meta primordial", escreveu.

O governador baiano Rui Costa (PT) também se manifestou a favor da decisão ministerial de incluir a Coronavac na lista de imunizações do Ministério da Saúde.

Ontem, os governadores se reuniram com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para definir a entrada da vacina no calendário de imunizações em todo o país, ainda no mês de janeiro. Hoje, mais cedo, o presidente foi às redes sociais desautorizar o general, e dizer que não fará a compra das vacinas Coronavac, desenvolvidas pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do estado de São Paulo, e a farmacêutica chinesa Sinovac. "O povo brasileiro não será cobaia de ninguém", escreveu o presidente.

"Acreditamos que em janeiro teremos ao menos uma vacina para imunização e a volta à normalidade", escreveu o governador catarinense, Carlos Moisés (PSL), durante a reunião. "Todo o Brasil será vacinado, e nenhum estado será prejudicado ou beneficiado", disse Romeu Zema (NOVO), de Minas Gerais, em vídeo. "O Ministério da Saúde vai disponibilizar vacinas que já foram testadas e aprovadas, para que todos tenham segurança."


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