DF decreta lockdown a partir de domingo. Leia íntegra do decreto

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu antecipar e ampliar o lockdown no Distrito Federal. As restrições para circulação de pessoas e funcionamento de atividades econômicas, com exceção dos serviços essenciais, começarão a valer a partir das 0h01 de domingo (28). As restrições foram divulgadas na noite desta sexta-feira.

Veja íntegra do decreto:

Poderão funcionar estabelecimentos considerados "essenciais" como mercados, farmácias, clínicas veterinárias e postos de gasolina. O governador incluiu cultos de qualquer religião nas permissões, o que permitirá que igrejas e templos permaneçam abertos. Academias, museus, shoppings e parques permanecerão fechados.

A decisão encerra dois dias de indecisão sobre o que seria afetado pelo lockdown e quando isso ocorreria: ontem (25), Ibaneis anunciou que a medida seria adotada a partir de segunda-feira, entre as 20h e as 5h.

A ocupação dos leitos de UTI da rede pública no Distrito Federal chegou a 98,22%.

Painel da Covid, do Congresso em Foco, mostra uma curva ascendente acentuada dos casos de covid-19 no DF, a exemplo do que tem ocorrido no restante do país. Desde o início da pandemia, o Distrito Federal já notificou 256.588 e 4.363 mortes em decorrência da doença. Nas últimas 24 horas, foram registradas 14 mortes e 1.068 novas infecções.

Câmara e Senado irão restringir visitas

Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal concordaram em restringir as visitações de visitantes de qualquer natureza aos prédios do Congresso Nacional, localizados em Brasília. O primeiro a tomar a decisão foi o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que suspendeu a visitação enquanto durar o lockdown no DF.

Pouco depois, foi a vez de Arthur Lira (PP-AL) decretar o mesmo na Câmara. "O presidente da Câmara dos Deputados conversou ao telefone com o governador Ibanes Rocha, que informou sobre o lockdown no DF e recomendou a restrição da circulação de visitantes na Câmara dos Deputados", afirmou sua assessoria à imprensa. O ato restringindo a entrada no prédio foi assinado pelo primeiro-secretário, Luciano Bivar (PSL-PE).

 

Continuar lendo