Esposa de Eduardo Bolsonaro pede desculpas por criticar movimento antivacina

Após criticar o movimento antivacina, que questiona a necessidade de imunização de crianças e adultos, Heloísa Bolsonaro voltou atrás e se desculpou pela manifestação. Em um post no Instagram, a esposa do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse que errou ao emitir a opinião sobre o assunto.

Ontem (24) ao responder a uma pergunta em sua rede social, Heloísa disse que Geórgia, filha do casal, "toma e tomará todas as vacinas para cada fase". A nora do presidente disse ainda não saber que existia um movimento antivacina, mas "agora sabendo, só pode ser coisa de retardado", disparou. "Depois, quando o filho tiver uma doença, quero ver ele agradecer aos pais por terem poupado ele da dor do 'pic'. Pqp, né? Por essas e outras a gente vê a volta de doenças antes erradicadas."

A opinião de Heloísa contraria a posição de Jair Bolsonaro. O presidente e seus aliados defendem que a vacina contra a covid-19, quando liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e distribuída para a população, não deve ser obrigatória.

Post de Heloisa Bolsonaro dizendo desconhecer os argumentos do movimento antivacina.Crédito: Reprodução redes sociais.

Ao se justificar, Heloísa disse que errou  ao emitir uma opinião sobre algo que "não conhece", mas que agora que é mãe, só pensa em protegê-la, "de todas as formas".

"E não é coisa de retardado, me desculpem. São apenas pessoas que pensam diferente de mim ou que possuem informações que eu não possuo", disse. A esposa de Eduardo Bolsonaro aproveitou a ocasião para reforçar que o uso do termo "retardado" não teria a ver com pessoas com deficiência intelectual. "Aqui politicamente correto não. E obviamente não estava falando do vírus chinês", finalizou.

De acordo com informações do Antagonista, o Procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou em manifestação entregue ao STF nesta quarta-feira (25) que governadores têm autonomia para determinar a vacinação obrigatória da população contra o novo coronavírus.

O parecer foi feito em resposta a uma ação direta de inconstitucionalidade em que o PDT pediu ao STF que reconheça como competência de estados e municípios –além da União– ordenar a realização compulsória de imunização e outras medidas profiláticas no combate à pandemia.

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