Brasil: um País sujo. Ainda?

Deitado eternamente, o Brasil se tornou um país muito sujo. Apesar disso, o enorme potencial de se tornar limpo e vir a ser exemplo internacional é o que dá base ao orgulho de ser brasileiro ou brasileira.

A população convive mas não gosta da sujeira; elegeu, para se frustrar logo após, um que brandia uma vassoura e outros que prometiam “limpar tudo isso aí”. E a sujeira continua, talvez até maior.

Para consertar esse estrago é preciso definir objetivos de limpeza que possam ser alcançados em curto prazo e agreguem forças para seguir adiante, rumo a objetivos mais ambiciosos, de maior prazo. Por onde começar?

Há sujeira por todo lado.

Nas mentes, mal formadas por uma educação há muito degradada; nos corpos, por uma alimentação cheia de porcarias, que torna alguns obesos, outros raquíticos; nos corações, que pregam egoísmo e praticam ódio; nas vizinhanças, onde o desrespeito grassa.

Há sujeira nos três Poderes, nas empresas de todos os setores, nos sindicatos, nas polícias, nas igrejas, nos esportes e nas diversas profissões. Também há grande imundície, inclusive de sangue, nas relações entre muitos prefeitos e empresas de coleta de resíduos. Todo esse lixo precisa ser varrido.

É claro que em todos esses segmentos há também pessoas honradas, probas e, infelizmente, parece, adormecidas. Acordarão para a urgência de ações reparadoras? Saberão quais são elas?

Até a imagem internacional do País, antes cheia de praia, música e alegria, ficou suja! E mais: por onde se olhe há lixo espalhado nas ruas, rios, estradas, campos, cidades e atmosfera. Em breve deverá se repetir o triste episódio de montes de lixo deixados nas praias na virada do ano! Não é função dos governos agir para evitar essa prática?

Essa sujeira toda não agrada à maioria, que percebe decorrer daí sua baixa qualidade de vida. Com tantas frustrações, inclusive eleitorais, como manter a esperança?

Terminada a recente eleição municipal, quantos eleitos terão se comprometido a varrer alguma sujeira? Em quantos municípios terão havido propostas concretas para, ao menos, acabar com o lixo que emporcalha ruas e campos? Raros, creio; é como se estivéssemos acostumados à ideia, e ao fato, de “ser normal” ter lixo espalhado.

Em tempos de covid-19, que clama por um “novo normal”, que tal adotar como o “novo normal” que não queremos conviver com tanta sujeira?

Pode-se começar por acabar com a sujeira física, do lixo espalhado, batalha que requer educação, determinação e organização, e pode ser vencida em poucos anos. Tal limpeza melhorará a vida da maioria. Permitirá, ainda, grande economia de recursos públicos na coleta de lixo e nas despesas da saúde!

Vencer essa luta carece de mobilizar a população e dará força à guerra, mais difícil e demorada, contra a sujeira da corrupção, um dos fatores que faz do Brasil um país sujo, cuja população merece e pode viver num país limpo.

Até quando o gigante permanecerá deitado? Como contribuir para acordá-lo?

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