Abuso cotidiano – publicidade telefônica indesejada

A preocupação procede. Do outro lado do Oceano Atlântico, pesquisadores norte-americanos constataram que esta prática retira da economia o equivalente a US$ 10 bilhões por ano, dinheiro gasto em perda de tempo e produtividade por parte dos consumidores - não tendo sido computados na pesquisa os prejuízos decorrentes de chamadas legítimas não atendidas em função do uso de sistemas de bloqueio utilizados pelos usuários em seus telefones. Não é por acaso que lá na China recente operação policial enviou para a prisão 1.530 pessoas envolvidas nesta prática.

Você sabe qual é o país campeão mundial em publicidade telefônica indesejada? A Índia. Li que cada usuário de telefone celular daquele país recebe, em média, 22 chamadas a cada mês. Sabe quem é o segundo colocado? Nós, o Brasil! Estamos logo atrás dos indianos, com uma média de 20,7 chamadas. Somente para registro, o Reino Unido está nove posições atrás da gente, com uma média de 8,9 telefonemas por mês.

Como chegamos a esta incômoda posição? E como dela sair? Fiquei a pensar em Cesare Bonesana-Beccaria, criminalista italiano nascido em 1738, de cujo legado faz parte uma interessante e sábia reflexão: "o que diminui a criminalidade não é o tamanho da pena, mas a certeza da punição".

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