Cacique do MDB não vê nome alternativo a Davi na disputa pelo Senado

Um importante integrante do MDB ouvido pelo Congresso em Foco em condição de anonimato acredita que dificilmente algum senador terá condições de derrotar Davi Alcolumbre (DEM-AP) caso ele consiga autorização para disputar a reeleição.

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Entre as siglas que devem apoiar a reeleição de Davi estão DEM, Republicanos, PP, PL, PT e PDT. O MDB hoje se coloca como apoiador de uma recondução do presidente, porém três nomes da sigla já são aventados caso a candidatura de Davi não se efetive: Eduardo Gomes (MDB-TO), Eduardo Braga (MDB-AM) e Simone Tebet (MDB-MS).

A fonte ouvida pelo site afirma ser contra a reeleição, mas admite que, caso a possibilidade dela seja confirmada, Davi é o favorito para comandar a Casa a partir de fevereiro de 2021. A opinião é de que "não há um projeto viável alternativo".

"A reeleição nesse período não é boa para a instituição, nem para o próprio Davi, mas acho que a deterioração partidária é tão grande, a ausência de lideranças, que vai acabar o Davi se reelegendo."

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Um dos primeiros sinais de apoio do MDB a Davi Alcolumbre aconteceu assim quando ele foi eleito presidente do Senado em fevereiro de 2019. Apesar de ter concorrido contra o senador do DEM do Amapá, na última hora, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) retirou a candidatura e não anunciou apoio a nenhum dos então postulantes além de Davi, como Fernando Collor (Pros-AL) e Esperidião Amin (PP-SC), o que permitiu uma migração  para Davi de votos que antes iriam para Renan.

Ainda não está claro qual vai ser o caminho tomado para que haja uma definição sobre a possibilidade ou não de reeleição. Há uma ação do PTB sobre isso no Supremo Tribunal Federal (STF) e que pede a proibição da reeleição. A Procuradoria Geral da República (PGR) e a Advocacia Geral da União (AGU) defenderam no âmbito dessa ação que o assunto seja decidido pelo próprio Senado.

Há uma proposta de emenda à Constituição (PEC) de autoria da senadora Rose de Freitas (Sem partido-ES) que permite a reeleição, mas não há expectativa de votação. Mesmo se for aprovada pelo Senado, na Câmara haverá um caminho dificultado visto que os deputados do Centrão não querem permitir a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Câmara. Aliados de Davi tentam resolver a questão por meio de uma resolução interna do Senado.

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