Partidos repudiam atitude de Bolsonaro e relembram princípios democráticos

Partidos de diferentes posicionamentos ideológicos repudiaram o ato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de divulgar via  WhatsApp uma convocação para uma manifestação contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.

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Entre as legendas que se manifestaram está o PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito. Em seu Twitter, a sigla afirmou que Bolsonaro ataca a democracia e "fere as instituições e o equilíbrio entre os poderes".

Para o PSDB, este é um ato que faz parte do repertório do Bolsonaro e seus aliados de "insinuações autoritárias". O PSDB reforça que não compactua com esse tipo de atitude e defende a democracia. "A jovem democracia brasileira foi conquistada com muita luta e dela não abriremos mão".

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O PSOL também criticou o ato do líder do Executivo e cobrou posicionamento dos chefes do poder Legislativo Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Rodrigo Maia, presidente da Câmara. O partido ainda convocou seus apoiadores para manifestações contra atitudes do Bolsonaro. "Essa atitude se soma a outras que marcam o caráter antidemocrático do projeto bolsonarista – disseminação de preconceito e intolerância, ameaças à oposição, louvação de regimes autoritários – mas representa um passo a mais na escalada autoritária da extrema-direita: o envolvimento direto de Bolsonaro na convocação dessas manifestações marca um sentido de ruptura democrática, o que é inaceitável".

Veja os Tweets na íntegra:

Veja a íntegra da nota PSOL:

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) repudia veemente a participação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, na convocação de manifestações de caráter golpista que pedem o fechamento do Congresso Nacional. Essa atitude se soma a outras que marcam o caráter antidemocrático do projeto bolsonarista – disseminação de preconceito e intolerância, ameaças à oposição, louvação de regimes autoritários – mas representa um passo a mais na escalada autoritária da extrema-direita: o envolvimento direto de Bolsonaro na convocação dessas manifestações marca um sentido de ruptura democrática, o que é inaceitável.

Ao envolver-se diretamente na convocação de manifestações pelo fechamento do Congresso Nacional, Bolsonaro comete crime de responsabilidade e crime de improbidade. É preciso uma resposta dura. O silêncio dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal precisa ser rompido urgentemente. Medidas podem e devem ser tomadas no âmbito do STF.

O PSOL convoca toda a sua militância e simpatizantes para as mobilizações do mês de março (8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres; 14 de março, dois anos do assassinato de Marielle; 18 de março, Greve Nacional da Educação) e se somará às mobilizações convocadas pelos movimentos sociais através da Frente Povo Sem Medo para deter imediatamente a escalada autoritária de Bolsonaro. A conivência das instituições permitiu que se chegasse a tal situação. Portanto, é nas ruas que se pode derrotar a extrema-direita. A hora é de mobilização contra o golpismo e Bolsonaro!

Executiva Nacional do PSOL
26 de fevereiro de 2020

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