Entre reservas e críticas, parlamentares comentam escolha de Queiroga

Deputados e senadores se manifestaram na noite desta segunda-feira (15), entre reservas e críticas, sobre a indicação anunciada mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro do cardiologista Marcelo Queiroga como o quarto titular do Ministério da Saúde em 11 meses.

A nomeação do substituto de Eduardo Pazuello deve sair no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (16).

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Bohn Gass (RS), desejou sucesso ao cardiologista, apesar de não esconder certo ceticismo sobre a mudança.

Líder do PSDB na Casa, Rodrigo de Castro (MG) disse esperar que Queiroga tenha liberdade para atuar no combate à pandemia, e possa reverter a curva mortal em que a pandemia se encontra.

O líder do PSL na Câmara, Major Vitor Hugo (GO) parabenizou a escolha do presidente e agradeceu aos esforços do seu antecessor, general Eduardo Pazuello.

O elogio ao antecessor também veio do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS)

No geral, o ânimo dos parlamentares é crítico ao general Eduardo Pazuello – que assumiu o cargo, há dez meses, com o país registrando 15 mil mortos – número 18 vezes menor que os 279 mil atuais.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) foi uma das que reforçou a crítica ao general da ativa do Exército.

Outros lembraram que o país já segue para o quarto nome no cargo desde que a pandemia foi declarada, em março de 2020. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) foi uma das que lembrou a situação:

A também deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) também culpou o presidente pela má condução das operações de combate.


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