“Político combativo”: classe política presta homenagem a Major Olímpio

A morte do senador Major Olímpio (PSL-SP) aos 58 anos, nesta tarde de quarta-feira (18), por complicações da covid-19, causou imediata repercussões entre parlamentares do Senado, da Câmara (onde foi representante por um mandato) e no seu estado natal.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que, em respeito à sua memória, o Senado Federal decretará luto oficial de 24 horas.

"Conheci Olímpio na Câmara dos Deputados, quando exercemos mandatos de deputados federais na legislatura passada. Entramos juntos no Senado Federal em 2019, ele de São Paulo e eu de Minas"., escreveu o parlamentar em nota à imprensa. "Brincávamos nos corredores da Casa sobre a política do café-com-leite, momento da história do nosso país vivido em nossos estados. Pensávamos diferente em diversas situações, mas gostávamos e respeitávamos um ao outro.
No dia de hoje perdemos todos. Perdemos um companheiro de trabalho, perdemos um trabalhador, perdemos um amigo. Perdemos mais um brasileiro."

Pacheco lembrou que este é o terceiro senador a morrer por consequência da covid-19 – é como se um estado inteiro perdesse sua bancada na Casa. "Major Olímpio foi o terceiro senador que perdeu a vida para o novo coronavírus. O senador paraibano José Maranhão faleceu em fevereiro, e Arolde de Oliveira, senador pelo Rio de Janeiro, morreu em outubro do ano passado", escreveu Pacheco. "As sinceras condolências do Parlamento Brasileiro à família, amigos e a todos os paulistas"

O ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), relembrou a carreira do parlamentar como um "político combativo".

Entre senadores, as primeiras manifestações foram de consternação. Izalci Lucas (PSDB-DF) chamou o ex-senador de "amigo" e disse que o paulista tinha imenso amor pelo Brasil. "Que o seu exemplo nos ajude a continuar no combate a essa doença tão devastadora que assolou o mundo e, particularmente o nosso país", escreveu.

O senador pelo PSD do Mato Grosso Carlos Fávaro também revelou indignação com a morte do parlamentar. A senadora Kátia Abreu (PP-TO) definiu o parlamentar como "um valente com coração de menino."

Os senadores Weverton (PDT-MA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também se manifestaram:

Na Câmara dos Deputados, onde Olímpio teve mandato entre 2015 e 2019, a notícia foi recebida com consternação por congressistas de vários espectros políticos.

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), demonstrou "profundo pesar":

O Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), vice-líder do governo Bolsonaro, lembrou da carreira de policial que dividiu com Olímpio. Marcelo Freixo, do PSOL fluminense, disse que seu luto supera as divergências ideológicas entre os dois:

Joice Hasselmann (PSL-SP), que integrava com Olímpio uma ala anti-bolsonarista dentro do partio que elegeu o presidente, disse que o parlamentar foi "injustiçado por ser honesto":


Em nota, a Frente Parlamentar de Segurança Pública, do qual Olímpio fazia parte, lamentou a perda. "A sociedade brasileira perde um legítimo agente público, que nunca se desviou de suas bandeiras e seus ideais. Agradecemos a deus pelo privilégio de tê-lo conhecido, escreveu seu presidente, o deputado Capitão Augusto (PL-SP). "Descanse em paz, missão cumprida."

O governador do estado de São Paulo, João Doria – desafeto que já protagonizou discussões públicas com Major Olímpio – também prestou condolências:

O deputado Luciano Bivar (PSL-PE) publicou uma nota em nome do partido do qual é presidente. "Essa morte precoce de nosso amigo, colega e fraterno Major Olímpio, que sempre esteve ao lado de nossa causa política por um Brasil melhor, deixa todos nós sem chão", escreveu. "So nos resta nso solidarizar com sua família e pedir a Deus que nos proteja em espírito e força para caminharmos sempre juntos em busca dos nossos ideais"


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