Deputado do PSL briga com militante do Psol: “Se fosse homem, levaria soco”

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que ficou conhecido ao quebrar a placa da ex-vereadora Marielle Franco, envolveu-se em uma nova briga com a oposição. E ele fez questão de publicar o vídeo da discussão na internet. O deputado troca xingamentos e "cuspidas" com uma militante do Psol na gravação e afirmou nas redes sociais que tinha que ser um homem para poder levar "um soco na boca". Depois, baixou o tom dizendo que só respondeu aos ataques da moça. Veja o vídeo abaixo.

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"Vídeo em que o 'Dragão de Komodo' ou 'lhama cuspideira' ou 'aprendiz de Jean Wyllys' ou seja lá o que for, me ataca antes e me cospe. Evidente que revidamos. Pau que dá em Chico, dá em Francisco. Tinha que ser um homem, assim, levaria um soco na boca", afirmou o deputado nas redes sociais, junto com o vídeo que ele mesmo gravou da discussão com a militante do Psol.

Na gravação, a discussão começa quando Daniel Silveira pergunta se a moça é do Psol e ela responde que sim. "O partido dos direitos humanos, antifascista", diz a militante, que é interrompida pelo deputado. "Aham, partido de maconheiros, vagabundo, narcoterrorista, eu sei bem", diz Daniel Silveira. Os dois começam, então, a xingar-se. Ela chama o deputado de ridículo e diz que fascistas não passarão. Ele provoca, dizendo para ela falar mais. E aí a moça cospe em Daniel Silveira. Ele diz que vai prendê-la se ela cuspir de novo: "Faz de novo que eu te algemo". A militante do Psol rebate dizendo para ele lhe algemar. E aí Daniel Silveira cospe na militante, que devolve a agressão. Veja o vídeo que o deputado postou nessa segunda-feira (9):

Segundo a assessoria do deputado, "não houve registro em delegacia policial, uma vez que a agressora viu que passou dos limites e abandonou o local". Daniel Silveira ainda disse no Twitter que a discussão que foi filmada só teve início depois que a militante do Psol o atacou "com palavras de baixo calão e ofensas verbais". Tudo aconteceu no café da faculdade em que ele estuda, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (6)."Solicitei as imagens das câmeras e tenho uma live que mostra na íntegra no Facebook. A esquerda mente!", alegou o deputado nas redes sociais.

Daniel Silveira, que também já se envolveu em uma briga com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e saiu em defesa do Coronel Tadeu (PSL-SP) quando ele a quebra da placa que falava sobre o genocídio negro na Câmara, recebeu o apoio de colegas da ala bolsonarista do PSL nas redes sociais. O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), por exemplo, disse que a "esquerda como sempre distorce os fatos e cria narrativas mentirosas". Veja:

O Psol ainda não se manifestou sobre o caso. Mas, devido à repercussão da briga nas redes sociais, o deputado Daniel Silveira emitiu uma nota oficial sobre o assunto. No documento, intitulado de "Nota Sobre A Estudante Psolista Cuspideira", ele reafirma que foi atacado antes de xingar a moça e diz que gravou a briga para que nada pudesse ser distorcido. E, no fim, admite: "Se por um acaso tentar me bater, vai apanhar". Veja a íntegra da nota de Daniel Silveira:

"Nota Sobre A Estudante Psolista Cuspideira

Na última sexta feira, 06.12.2019, na Universidade Estácio de Sá – Petrópolis, onde curso direito e compareci para fazer minhas provas, fui abordado por uma estudante na cantina do campus, que começou a me desferir agressões verbais e também afirmando que o estabelecimento estava muito “mal frequentado”. Percebendo que ela estava subindo o tom, resolvi gravar numa live e publicar numa rede social para que nada pudesse ser distorcido, pois a partir do momento que ela se identificou como militante do PSOL, tive a certeza de que tudo que ela queria era seguir a cartilha de promover ataques para em seguida distorcer os fatos e posar de vítima. As imagens, desde que assistidas na íntegra e não em versões editadas que já circulam em redes sociais e aplicativos de comunicação, comprovam de forma clara e inquestionavelmente tal modus operandi.

Devolvi sim as agressões verbais, inclusive e cuspida que ela me desferiu, pois deixei bem claro, que tipos como ela estavam acostumados a promover todo tipo ofensas, agressões e ameaças sem serem questionados e confrontados, e depois, com o apoio de grande parte da imprensa e outras instituições, criarem suas narrativas vitimistas e fazendo das vítimas os criminosos.

Não sou e nunca serei um político profissional. Eu estou deputado para trabalhar pelo povo e não para ser atacado, humilhado e pagar pedágio para o politicamente correto como sugere a cartilha de políticos profissionais.
Se me xingar, será xingado.
Se me cuspir, será cuspido.
E se por um acaso tentar me bater, vai apanhar.

Trato todos com atenção, cordialidade e humildade, mas não esperem de mim sorrisos e apertos de mão perante insultos ou agressões. Sou conservador, não covarde. Não misturem as coisas.

Daniel Silveira
Deputado Federal"

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