Nós lembramos: veja campanha anti-isolamento que Wajngarten negou ser da Secom

Em tenso depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira (12), o ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações (Secom), Fábio Wajngarten, disse que a Secom promoveu peças publicitárias para informar a população sobre a doença, e que uma das ações contou com o apresentador Otávio Mesquita.

Mas que não lembrava de um peça com o mote: “O Brasil não pode parar”. A ação, de março de 2020, publicada nas redes oficiais do governo, inclusive da Secom, foi retirada do ar após críticas por desencorajar o distanciamento social.

A campanha foi lançada após Jair Bolsonaro fazer pronunciamento em cadeia nacional sobre o combate ao novo coronavírus em que disse: "Nossa vida tem que continuar" e que "devemos, sim, voltar à normalidade".

Ainda no ano passado, o ex-secretário também retuitou post que celebrava a reabertura de um shopping em Santa Catarina. A publicação, com data de abril de 2020, aconteceu um mês após a divulgação da campanha .

Apesar do tom comedido diante dos senadores, Fábio Wajngarten foi mais um dos membros do governo federal que descumpriu medidas de isolamento. Em novembro do ano passado, o advogado promoveu uma festa de aniversário em Maresias (SP) para celebrar seus 45 anos.

Um dos convidados foi o ministro das Comunicações, Fábio Faria, que publicou fotos e vídeos do encontro em suas redes sociais. A festa também reuniu Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e diversos membros do governo, além de jogadores de futebol e artistas.

Questionado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sobre a festa, o ex-secretário disse que o evento "foi realizado na praia, com máscara, álcool em gel e todas as medidas possíveis. Se me perguntar agora no momento atual, eu não faria. Naquele momento era curva de baixa, protocolos foram cumpridos, se fosse hoje eu não faria", argumentou.

Wajngarten, que hoje se disse um "amante da comunicação", na época criticou um jornalista que recebeu informações sobre ações do governo:

Essa não foi a única vez que o ex-secretário criticou a imprensa:

Em março deste ano, quando não estava mais à frente da Secom, a secretaria também atacou jornalistas e afirmou que o governo sempre foi a favor da vacina.

> Fabio Wajngarten depõe à CPI da Covid

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