Sem pagamento, residentes fazem manifestação em frente ao Ministério da Saúde

Residentes de diversas áreas da saúde fazem um ato na frente do Ministério da Saúde, na manhã desta quinta-feira (21), por conta do atraso no pagamento das bolsas por mais de dois meses. O ato é organizado pelo Fórum Nacional de Residentes em Saúde (FNRS). Segundo eles, o Ministério não efetuou o pagamento dentro do prazo previsto, que era na última sexta-feira (15).

Os profissionais estão em greve desde o dia 11 de maio, data do primeiro ato em Brasília. Eles afirmam que irão retornar às atividades quando o governo pagar o montante em atraso.

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Além do salário, os residentes reivindicam a garantia de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante o combate ao coronavírus, reajuste da bolsa salarial, que não ocorre há quatro anos, segundo o movimento. Eles também demandam o abono de falta por atestado médico, vale transporte, vale alimentação e auxílio moradia, entre outros direitos.

"Como efeito de problemas estruturais, é justamente durante a pandemia do covid-19, quando tanto se exige da força de trabalho e dedicação das categorias atuantes na assistência e gestão em saúde, que se revela um significativo conjunto de casos em que não foi respeitada a condição básica da remuneração por período de trabalho", afirma o movimento por meio de nota.

Segundo Larissa Alencar, do FNRS,  estiveram presentes no ato diversos profissionais da saúde como enfermeiros, educadores físicos, farmacêuticos, assistentes sociais, médicos, entre outros. O Ministério da Saúde financia o total de 22.302 bolsas de residências.

O Ministério da Saúde enviou a seguinte nota ao Congresso em Foco:

O Ministério da Saúde esclarece que tem realizado todos os esforços para garantir a regularidade no pagamento de bolsas concedidas para Programas de Residência Médica e Residência em Área Profissional da Saúde dos cadastros iniciais que apresentaram inconsistências nas informações transmitidas pelos próprios residentes e ou instituições de ensino. A previsão é que as ordens bancárias das bolsas que ainda constam com dados inconsistentes informados pelos próprios residentes serão emitidas até o fim do dia desta quinta-feira (21). O pagamento dependerá dos prazos de compensação de cada instituição financeira.

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