Bolsonaro faz live comentando fala de Trump após rejeição do impeachment

Na tarde de hoje (6) o presidente Jair Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo enquanto assistia ao primeiro discurso do presidente norte-americano Donald Trump após o arquivamento do processo de impeachment. Durante a transmissão, Bolsonaro diz estar está "feliz" com o desenrolar do processo contra o presidente dos Estados Unidos; compara as dificuldades pessoais enfrentadas por Trump com situações que ele mesmo passa e responde comentários de pessoas que dizem que ele fica "bajulando Trump".

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No final do discurso, Trump pede desculpas à sua família  por ter feito eles passarem pelo o que chamou de "acordo podre", se referindo ao processo de impeachment. Bolsonaro comenta a frase dizendo que o que Trump sofreu não é diferente do que ele passa no Brasil."Ele fala sobre o sofrimento da família, não é diferente do que eu passo aqui, e o que muitos prefeitos e governadores também passam". Ele completa citando notícias publicadas em agosto do ano passado que revelaram que a  avó de Michelle, Maria Aparecida Firmo Ferreira,  cumpriu pena por tráfico de drogas nos anos 1990 e os processos de investigações contra os filhos: o deputado, Eduardo (PSL-SP), o vereador Carlos(RJ) e o Senador Flávio Bolsonaro (Sem Partido-RJ).

"A família sofre, filhos e esposa [sofrem]. Como a minha esposa sofreu o problema com a avô dela que eu nem sabia, a imprensa vai lá e potencializa. Na questão de filhos também não é diferente. A investigação tá em tudo para quanto é lado, todos os meus filhos, sem exceção, estão sendo investigados e é isso que infelizmente acontece em parte da política no mundo todo, não é diferente aqui no Brasil", comenta.

Esta já é a segunda vez,apenas neste ano, que Bolsonaro faz uma live assistindo a um pronunciamento do presidente norte- americano. A primeira vez foi em janeiro, na época, vários internautas fizeram comentários ironizando o relacionamento dos dois presidentes. Sobre esses comentários, Bolsonaro diz que não se preocupa. "Muitos criticam 'tá ai bajulando o Trump', quando bajulava aqui o Maduro, Chaves e Fidel Castro não falava nada. As pessoas querem fazer crítica façam, tem todo o direito. Mas façam uma crítica ponderada, uma crítica realmente objetiva, construtiva e não simplesmente tentando desqualificar o presidente americano e a mim", afirma.

Ele ainda justificou o motivo de fazer uma live, de pouco mais de uma hora de duração, apenas para mostrar que estava acompanhando o discurso de Trump. Ele diz que precisa "acompanhar o que está acontecendo" e que "quanto mais os Estados Unidos tiver menos problemas, o Brasil indiretamente terá menos problemas".

Durante a transmissão, Bolsonaro também comentou a situação econômica do Brasil e questionou as pessoas que acompanhavam a live. "Agora, eu pergunto para muita gente aqui: você queria que o Brasil estivesse na situação econômica dos Estados Unidos ou não", questiona Bolsonaro; que depois completa  dizendo que a situação econômica norte-americana é superior que a brasileira, porque nos Estados Unidos a política é tratada com "seriedade". "Eles estão em uma situação bem melhor que nós porque a politica é tratada com seriedade, obviamente alguns momentos acontecem de forma diferente, como esse processo de impeachment", explica.

O presidente brasileiro também anunciou que irá em março aos Estados Unidos para tratar acordos  e facilitar a apresentação de grupos empresariais entre os dois países, mas não irá se reunir com Donald Trump.

No final da transmissão, Bolsonaro  chama o ministro da Economia, Paulo Guedes, para comentar o preço do combustível. " Castello Branco [presidente da Petrobras] mais uma vez diminuiu o preço do combustível, mas na bomba diminuiu o preço do combustível? não diminuiu. E porquê? Nós temos que dar uma resposta, não podemos ficar quieto ,poxa", afirma Bolsonaro.

Ele diz que não quer ter " problema com governador", mas que o responsável do preço alto do combustível precisa ser apontado."É uma carga tributária alta, tem imposto do executivo federal, tem do estadual também, o ICMS, e tem uma parcela do município. Cada um tem que fazer sua parte para diminuir a carga tributária no Brasil", finaliza.

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