Responsável pela articulação rejeita nova CPI da Petrobras

Pepe Vargas, que assumiu a Secretaria de Relações Institucionais nesta sexta-feira, afirmou que comissões de inquérito não são necessárias pois órgãos possuem autonomia para investigar

Novo responsável pela articulação política do governo federal, o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, rejeitou nesta sexta-feira a possibilidade de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras ser reeditada neste ano. Integrantes da oposição anunciaram em dezembro que começariam a coleta de assinaturas para criar uma nova comissão.

"Não vejo necessidade de CPI para investigar corrupção. Se tivéssemos esses órgãos sem autonomia, precisaríamos [de uma nova CPMI]. Como nada disso acontece não vejo necessidade”, afirmou Pepe após a cerimônia de transmissão de cargo em Brasília. O deputado federal eleito substitui Ricardo Berzoini, que assumiu o Ministério das Comunicações.

Encerrada em 18 de dezembro, a CPMI da Petrobras aprovou um relatório final sugerindo o indiciamento de 52 pessoas, como os ex-diretores da estatal Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e Renato Duque e o doleiro Alberto Yousseff. Porém, a comissão não conseguiu avançar em comparação às investigações coordenadas pelo Ministério Público Federal (MPF).

Por isso, aliado ao palanque político que uma CPMI gera para a oposição e o desgaste ao governo, Pepe entende que é melhor deixar as investigações da forma que estão. "O Ministério Público, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) têm condições e estão dando demonstrações claras de combate à corrupção", completou.

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