PRB se considera “mal atendido” pelo governo e libera bancada na reforma

Dono de uma bancada de 31 deputados na Câmara, o PRB não fechará questão a favor da reforma da Previdência. O presidente do partido, deputado Marcos Pereira (SP), disse ter informado ao presidente Jair Boslonaro nesta quinta-feira (4) que os congressistas da legenda estarão liberados para apoiar ou não a proposta.

Pereira, que foi o primeiro a ser recebido por Bolsonaro em uma série de encontros do presidente com líderes partidários em busca do fortalecimento da governabilidade, não escondeu que o partido tem mágoa pela forma como foi tratado pelo Planalto até o momento.

"Pedi ao presidente que ele determine aos seus ministros que atendam aos deputados, porque não existe velha e nova política, existe política. E relatei ao presidente três casos que aconteceram comigo, de ter sido mal atendido no Ministério da Educação, de não ter sido atendido na Caixa Econômica Federal e de não ter sido atendido pelo próprio gabinete da Presidência da República”, disse Pereira, que também é vice-presidente da Câmara.

Com suas principais lideranças ligadas à bancada evangélica, o PRB tem insatisfações com a pasta da Educação desde o governo de transição de Bolsonaro, no final do ano passado. A frente havia sido consultada pelo então presidente eleito sobre sugestões para gerir o ministério e sugeriu três nomes, mas Bolsonaro acabou anunciando Ricardo Vélez Rodríguez. A decisão pegou alguns de surpresa os líderes da bancada, alguns dos quais demonstraram insatisfação abertamente.

PSD e PSDB apoiam reforma

Já o PSD e o PSDB , cujos presidentes também se encontraram com Bolsonaro nessa quinta, declararam apoiar a reforma, mas negaram intenção de integrar a base aliada. De acordo com o presidente do PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (SP), o partido considera que a reforma precisa ser justa com todos os trabalhadores, combater privilégios e acabar com o déficit fiscal.

“O PSDB tem uma postura de independência em relação ao governo, não há nenhum tipo de troca, não aceitamos cargos no governo e votamos com aquilo que entendemos que é importante para o Brasil”, disse Alckmin. A exemplo de quase todos os partidos que apoiam a reforma, os tucanos são contra mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a idosos e na aposentadoria rural.

Já o presidente do PSD, Gilberto Kassab, também falou que o partido manterá independência em relação ao governo. “Em relação às bancadas, o partido não fechará questão [não orientará a votação de seus membros], mas haverá um esforço intenso no sentido de mostrar aos parlamentares a importância das reformas para o Brasil”, disse.

* Com informações da Agência Brasil e da Agência Câmara

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