Ministro recua e mantém fórmula do salário mínimo

Na sexta-feira, Nelson Barbosa afirmou que o governo enviará ao Congresso um novo projeto sobre o reajuste do piso nacional. No sábado, reforçou que a regra continuará a mesma

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, precisou recuar após declarar que a política de reajuste do salário mínimo seria modificada pelo governo. Apesar de afirmar que o aumento real continuará, ele disse na sexta-feira (2), após a transmissão de cargo, que o Palácio do Planalto pretende elaborar uma nova regra para as correções.

A atual política aprovada pelo Congresso vale até este ano. Tanto que o governo publicou decreto no fim de dezembro reajustando o mínimo para R$ 788. Para estabelecer o piso para os próximos anos, um novo projeto precisa ser submetido e discutido por deputados e senadores. No entanto, a declaração de Barbosa desagradou ao Palácio do Planalto, obrigando o ministro a se retificar em nota oficial.

"O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, esclarece que a proposta de valorização do Salário Mínimo a partir de 2016 seguirá a regra de reajuste atualmente vigente. Essa proposta requer um novo projeto de lei, que deverá ser enviado ao Congresso Nacional ao longo deste ano”, diz nota assinada pela assessoria do Ministério do Planejamento.

Na sexta-feira, logo após da transmissão do cargo, Barbosa disse: “A regra atual ainda vale para 2015, acabou de ser editado decreto com base na regra atual. Vamos propor nova regra para 2016 a 2019 ao Congresso Nacional. Continuará a haver aumento real do salário mínimo”. Atualmente, a política prevê a reposição da inflação e o crescimento dos dois anos anteriores.

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