É um país estranho e isso afasta investidores, diz Rodrigo Maia sobre Janot

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também se manifestou sobre a declaração de Rodrigo Janot, que confessou em entrevista à Veja, que entrou armado no Supremo Tribunal Federal (STF) para matar o ministro Gilmar Mendes. Para Maia, é por situações assim que o Brasil não atrai mais investidores.

> Defesa teme que Rodrigo Janot mate Eduardo Cunha

“Mas é um país estranho que cada dia é uma novidade", iniciou o  presidente da Câmara. "Descobrimos que o procurador-geral da República queria matar o ministro do Supremo. Então, quem vai querer investir num país desse? Você ia querer investir?", perguntou Rodrigo Maia aos jornalistas.

Em tom de brincadeira, o presidente da Câmara disse se sentir aliviado, pois a Polícia Federal (PF) já "deve ter tirado o porte de arma" de Janot. "Fico pensando: pelo menos a PF já deve ter tirado o porte de arma dele. Pelo menos isso para a gente ficar um pouco mais tranquilo", disse.

Rodrigo Maia também uniu esse fato a outros incomuns vividos no Brasil, como o ministro do Meio Ambiente negar dados de pesquisas, e afirmou que este é o motivo que afasta os investidores do país. "Então esse é o Brasil. o ministro do Meio Ambiente nega os dados técnicos do [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] Inpe, é isso. Você nega o que existe, o que o investidor acha? Os caras estão defendendo o desmatamento, estão defendendo as queimadas. Não é verdade, mas é a narrativa que eles vendem”, finalizou Rodrigo Maia.

Outras personalidades também manifestaram preocupação com o fato ocorrido. "Pô, Janot, matar é demais. Mas bem que podia ter denunciado o Gilmar por algum crime, né?", questionou a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) nas redes sociais.

"Bravatas de Janot são apenas estratégia de promoção do livro ou o grito dos desesperados vendo o barco da máfia da Lava Jato afundar?", questionou nas redes sociais o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS).

O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso pela Operação Lava Jato em 2016 se manifestou através de seus advogados que afirmaram temer pela vida do cliente. “Preocupa-nos a segurança de Eduardo Cunha. Afinal, o que significa um preso sem chance de defesa, para quem é capaz de sacar uma arma para um Ministro, dentro do STF!”, dizem os advogados.

> Entre agora no Catarse para colaborar  com o jornalismo independente

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!