Deputados do PSL criticam fala de Rosa Weber sobre direitos humanos em diplomação de Bolsonaro

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, falou sobre direitos humanos durante a cerimônia de diplomação de Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB) como nomes aptos a assumir a presidência da República. A solenidade de diplomação (veja vídeo e íntegra de discursos aqui) reuniu cerca de 700 convidados nesta segunda-feira (10) e foi realizada no mesmo dia em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos.

Em discurso de cerca de 20 minutos, Weber ressaltou a importância de proteger direitos básicos a todos os cidadãos. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, sem distinção de raça, língua, crença, origem nacional, orientação sexual, identidade de gênero, ou qualquer outra condição”, afirmou.

 

Presidente do TSE, Rosa Weber posa ao lado do presidente e seu mais novo diploma - Foto: TSE

 

A ministra afirmou ainda que as minorias não devem ter suas posições "abafadas" pelas maiorias. "Em especial aquelas estigmatizadas e em situação de vulnerabilidade", finalizou.

O discurso, porém, incomodou deputados federais eleitos pelo partido de Bolsonaro. Nas redes sociais, eles criticaram a atitude de Weber. A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), recordista de votos da Câmara, disparou: “Fora de tom e de propósito. Desnecessário”.

Carla Zambelli (PSL-SP) também criticou o tempo utilizado pela presidente do tribunal e defendeu que houvesse réplica a ela.

 

Zambelli aproveitou a data para levantar a pauta contra a descriminalização do aborto, e citou o trecho da Convenção Americana de Direitos Humanos que dá as garantias "desde o momento da concepção".

Já o deputado eleito Luiz Philippe de Orleans e Bragança classificou o discurso como “inadequado”.

 

Outra parlamentar eleita que se incomodou com o discurso foi Bia Kicis, eleita pelo PRP mas que desde o fim do pleito frequenta eventos do PSL e já afirmou publicamente várias vezes que migrará para o partido do presidente eleito durante a janela partidária. Kicis afirmou que a posição de Weber foi "aulinha".

 

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