CPI convoca Lúcio Fiúza, ex-assessor de Perillo

Lúcio Fiúza é suspeito de ser o elo de transações envolvendo o esquema do bicheiro com o governador de Goiás. Outras nove pessoas prestarão depoimento. Entre elas, a mulher do contraventor

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira convocou nesta quinta-feira (14) Lúcio Fiúza Gouthier, ex-assessor de assuntos sociais do governador de Goiás, Marconi Perillo. Ao lado do tucano desde 1991, Fiúza é suspeito de ser o elo de transações envolvendo o esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o governador de Goiás. Além dele, outras nove pessoas foram convocadas. Entre elas, a mulher do contraventor, Andressa Mendonça.

Como mostrou o Congresso em Foco, Lúcio aparece em vários momentos das conversas flagradas nas investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, como um possível elo entre Cachoeira e o governo de Goiás para transações financeiras. Na sessão de hoje, foram aprovados dois requerimentos convocando o ex-assessor, um de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e outro do senador Renato Ferraço (PMDB-ES).

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Esta não foi a única providência adotada contra Fiúza. A CPI também determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-assessor do tucano. Ele foi exonerado do cargo na semana passada. O argumento de Perillo para a demissão foi a idade dele, que já tem 70 anos.

O ex-assessor especial é mencionado pela quadrilha do contraventor, grampeada pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, como alguém que lida com pagamentos, muitos dele para o próprio governador. Ele é personagem central de outra denúncia contra Marconi. Segundo o jornalista Luiz Carlos Bordoni, era Fiúza quem intermediava os pagamentos de seus serviços na campanha eleitoral.

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Na mesma sessão, foram convocados o arquiteto Alexandre Milhomem, responsável pela reforma da casa do governador em Goiânia, Ana Cardozo de Lorenzo e Alcino de Souza, dono da GM Comércio de Pneus. Também deve se explicar aos integrantes da CPI o jornalista Luiz Bordoni, que afirmou ter recebido pagamentos por serviços prestados durante a campanha de 2010 com dinheiro de Cachoeira. Em um dos requerimentos, foi aprovada uma sessão conjunta de depoimentos com Fiúza e Bordoni.

Estes não foram os primeiros requerimentos aprovados pela CPI convocando Fiúza. Na sessão administrativa de 29 de maio, os integrantes da comissão aprovaram um conjunto de quase 30 pedidos de convocação e quebras de sigilo apresentados pelo deputado Dr. Rosinha (PT-PR). Um deles pedia a convocação do ex-assessor de Perillo como testemunha.

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