Compromissos econômicos serão mantidos, diz Mantega

Mercados abriram em baixa nesta segunda-feira após o segundo turno eleitoral. Ministro evitou citar nomes para compor o Ministério da Fazenda nos próximos quatro anos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou, há pouco, o compromisso de fortalecer os fundamentos da economia brasileira nos próximos quatro anos. Segundo ele, permanecem os compromissos de manter a inflação sob controle e a geração de empregos, com o mercado em expansão. Nesta segunda-feira (27) pós-segundo turno, a Bovespa abriu em baixa, com ações das estatais liderando as quedas. Além disso, o preço do dólar subiu.

"É claro que, para manter os empregos, temos de manter os estímulos aos investimentos e fortalecer as empresas brasileiras, com a expansão do mercado de capitais. Temos que manter o sistema financeiro sólido, porque é ele que financia a expansão da economia e do consumo", afirmou o ministro, em entrevista coletiva.

De acordo com o ministro, o Brasil tem um grande desafio para conseguir retomar o desenvolvimento ante a crise internacional. "Isso só será possível se houver grande mobilização com trabalhadores e empresários, junto com o governo, para entramos com o novo ciclo da economia brasileira", disse ele.

Durante as eleições, os pessimistas ficam mais pessimistas e os otimistas, mais otimistas, observou o ministro. Perguntado sobre nomes para compor a equipe no segundo mandato de Dilma, Mantega respondeu que essa pergunta tem que ser feita à presidenta. "Estou apresentando as políticas que devem ser adotadas, e é o que importa. Mencionei os passos que devem ser dados, mas não me cabe falar sobre os nomes", enfatizou.

Na entrevista coletiva, o ministro Guido Mantega destacou também que ainda há muita coisa a fazer até o fim deste ano para fortalecer a economia brasileira. Segundo ele, é preciso que todos se mobilizem para caminhar rumo ao fortalecimento da economia. Perguntado sobre novos estímulos a setores econômicos, disse que o período pós-eleitoral não é o momento adequado para anunciar tal tipo de medida. O ministro adiantou, porém, que as medidas estão sendo estudadas e serão tomadas, mas não agora.

Após a confirmação da vitória de Dilma Rousseff (PT) sobre Aécio Neves (PSDB) no segundo turno, a Bovespa estava com baixa de 5% até o início da tarde. Papéis de estatais brasileiras, como da Petrobras e da Caixa, lideravam a queda. Já o dólar subiu 2,36%, ficando em R$ 2,534.

Com informações da Agência Brasil

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