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Centrais sindicais encolhem festas após fim do imposto sindical

 

O  fim da contribuição sindical obrigatória, uma das principais mudanças da reforma trabalhista, reduziu os gastos das centrais com os festejos do Dia do Trabalho, nesta terça-feira (1º). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Força Sindical reduziu em R$ 500 mil as despesas com a festa, a que reúne o maior público na data. Foram reduzidos o número de “estrelas” que fazem o show e de carros a serem sorteados, duas tradições do evento. Nos anos anteriores a Força gastou R$ 2,5 milhões com as comemorações.

“Os sindicatos, que também bancam parte da festa, estão sem condições financeiras”, justificou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que promoveu uma grande festa no Sambódromo de São Paulo ano passado, com apresentação de artistas famosos, desistiu de fazer qualquer ato. “A ideia era repetir o formato (da comemoração), mas a reforma afetou nossa estrutura”, disse ao Estadão Álvaro Egea, secretário-geral da CSB.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), que costuma fazer eventos mais modestos, convocou atos em todo o país pela defesa da liberdade do ex-presidente Lula. A principal manifestação será em Curitiba, onde o petista está preso desde 7 de abril.

As centrais sindicais pretendem criticar a reforma trabalhista durante as comemorações desta terça. “Ao contrário do que prometiam seus defensores, a reforma não reduziu a insegurança jurídica, ao contrário, aumentou; também não está gerando empregos e nem modernizou as relações trabalhistas”, afirma Álvaro Egea.

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) trocou a festa este ano por um seminário sobre a indústria 4.0 e o emprego do futuro, além de um debate com candidatos à presidência da República.

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