PF tenta “abafar caso”, diz Bolsonaro sobre investigação de atentado

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, deu entrevista nesta segunda-feira (24) ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan. É a primeira vez que o político concede entrevista à imprensa desde que foi esfaqueado em 6 de setembro, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Assista ao vídeo:

Bolsonaro falou sobre o atentado que sofreu, segundo ele um atentado político. O candidato disse que ao levar o golpe teve a sensação de ter sido atingido por um soco no estômago.

O capitão da reserva disse que não perdeu os sentidos em nenhum momento e afirmou que teve medo de morrer. Disse que já havia preparado sua mulher sobre a possibilidade de ele ser atacado.

O deputado não acredita que seu agressor, Adélio Bispo de Oliveira, tenha agido sozinho. Segundo Bolsonaro, a Polícia Civil de Juiz de Fora está mais avançada do que a Polícia Federal (PF) na investigação do caso. O candidato acredita que o depoimento do agressor para a PF teria sido colhido de modo a "abafar o caso".

Na entrevista, o capitão da reserva falou também sobre segurança pública. Disse que se eleito tentará acabar com a progressão de pena, quando um condenado à prisão passa do regime fechado ao semiaberto. Em relação às indicações políticas a cargos em órgãos públicos, afirmou que não serão feitas, caso vença as eleições. O candidato ainda apontou que poderá nomear o astronauta Marcos Pontes como possível ministro da Ciência e Tecnologia, e que o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador parlamentar de sua campanha, deve assumir a chefia da Casa Civil.

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