Flávio lavou R$ 638 mil comprando imóveis em Copacabana, diz jornal

O pedido de busca e apreensão que levou a polícia a endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (RJ) nessa quarta-feira (18) revela que o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro usou mais de R$ 600 mil em espécie, proveniente de rachadinhas, para comprar imóveis na Zona Sul do Rio de Janeiro. A informação é da Folha de São Paulo.

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Segundo matéria publicada nesta quinta-feira (19) pela Folha, o Ministério Público do Rio de Janeiro tem indícios de que Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda, compraram dois imóveis em Copacabana no valor total de R$638,4 mil. O pagamento teria sido feito em dinheiro vivo, cuja origem vinha de 'rachadinhas' realizadas no gabinete do então deputado estadual. Na época, Flávio ocupava uma cadeira na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A prática da 'rachadinha' consiste no repasse de salários de assessores para o parlamentar sob acordo feito previamente - estabelecido, muitas vezes, como uma das exigências para a contratação.

Suspeitas

As suspeitas dos promotores veio do fato de que Glenn Dillard, norte-americano responsável pela venda dos imóveis do casal Bolsonaro, depositou em sua conta bancária, ao mesmo tempo, os cheques entregues por Flávio e Fernanda e a mesma quantia em dinheiro vivo. Os promotores dizem na petição, contudo, que o casal não vendeu nenhum imóvel naquele ano e não tinha disponibilidade financeira para a operação, afirma o jornal. Esse indício aponta que a origem possível para a quantia dos recursos em espécie seria o esquema da 'rachadinha'.

Busca e apreensão

Nessa quarta-feira (18), foram cumpridos 24 mandatos de busca e apreensão envolvendo pessoas ligadas a Flávio Bolsonaro, como o assessor Fabrício Queiroz. Os crimes investigados são peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa.

As investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro começaram em 2018 após o Coaf encaminhar para o Ministério Público relatórios sobre movimentações atípicas, no período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, na conta de Fabrício de Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro, que era deputado estadual no período.

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