Quatro partidos declaram apoio na CCJ ao presidente Michel Temer

Agência Câmara

Quatro partidos decidem se posicionar contra denúncia de Temer na CCJ

 

Quatro partidos já declararam que vão votar contra o prosseguimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ): PMDB, PSD, PP e PR devem contar com todos os seus 22 votos no colegiado contra a denúncia.

Dois deputados titulares foram trocados hoje na comissão, um no PP e outro no PMDB, e se somam aos outros nove que já haviam sido trocados no PMDB, PR, PRB, PSD, e SD.

A executiva do PMDB tomou hoje pela manhã a decisão de punir deputados que votem a favor do prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. “Estamos tranquilos e não haverá surpresas, porque temos responsabilidade para com o país. O que a oposição quer é desestabilizar o governo”, disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), ao explicar a decisão.

A executiva do PTB apenas sugeriu o voto não, e no PSD, PP e PR foram as bancadas que tomaram a decisão. “É vital para que haja as reformas e a preparação de uma reforma política, darmos estabilidade política ao governo, para começar o ano com tranquilidade para eleições que já estão marcadas”, explicou o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

Debate

Até o início da tarde, 14 deputados falaram de cada lado, contra e a favor da aceitação da denúncia, e sete líderes usaram a palavra. Faltam 63 deputados favoráveis e 14 contrários, mas as inscrições continuam abertas, e novos deputados podem se inscrever antes do final dos trabalhos hoje.

Parecer

O texto de Zveiter, lido na segunda-feira (10), recomenda a admissibilidade da investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da denúncia por crime de corrupção passiva (SIP 1/17) contra Temer.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas, para que o Supremo analise o caso, é preciso autorização da Câmara.

Na segunda-feira, após a leitura do parecer, a CCJ ouviu o advogado de Temer, Antonio Mariz de Oliveira, que rebateu o parecer do relator, negando que o presidente tenha recebido propina e reafirmou que o presidente da República “não recebeu um níquel sequer”.

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